Governo do Acre incentiva cultivo de seringueiras

Objetivo do programa não é apenas plantar árvores para reflorestar áreas alteradas, mas também gerar renda a partir da floresta em pé


O secretário adjunto de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Humberto Antão, visitou nesta quarta-feira, 18, seringais que estão sendo cultivados no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Bonal. O plantio faz parte do Programa de Florestas Plantadas do Governo do Acre.

O objetivo do programa não é apenas plantar árvores para reflorestar áreas alteradas, mas também gerar renda a partir da floresta em pé. Seringueiras e castanheiras, por exemplo, são duas espécies com potencial produtivo dentro da economia de base florestal.

Entre as metas do programa está o de recuperar 60 mil hectares de áreas alteradas com florestas de seringueira e outras com fins madeireiros, frutíferos e de energia; promover a implantação de dez novos empreendimentos industriais; gerar aproximadamente 20 mil novos postos de trabalho na cadeia produtiva florestal; formar e capacitar cerca de dois mil gestores públicos, empresários, líderes comunitários, técnicos e extensionistas, entre outros; e consolidar uma rede de serviços laboratoriais para certificação de produtos.

O produtor Antenor Terto de Moraes, assentado da Reforma Agrária, é um dos beneficiados. Ele já plantou um hectare de mudas de seringueiras e diz que, além de reflorestar, está “fazendo uma poupança. Essa floresta é minha aposentadoria”.

Os mais jovens também apostam na iniciativa, como é o caso de Maria Adelaide Gonçalves, que plantou três hectares de seringueiras. “Temos acompanhamento do técnico, e isso é importante”, disse. Na propriedade de Adelaide há também seringueiras nativas e é do extrativismo que a família tira seu sustento.

Humberto Antão explica que as diferenças entre os seringais de cultivo e nativo são muitas e cada um tem suas vantagens e desvantagens. No seringal nativo o látex produzido tem um teor de elasticidade bem maior que o de cultivo. Já o seringal de cultivo apresenta produtividade mais elevada e o tempo de produção é três vezes maior que o de seringueiras nativas. Além disso, para o extrativista, o seringal de cultivo apresenta condições de trabalho bem melhores, já que as seringueiras são plantadas umas próximas às outras. O seringal nativo, porém, mantém a floresta em pé e continua sendo uma alternativa de renda para as populações tradicionais.

Como funciona

O Programa Florestas Plantadas tem o objetivo de plantar dez mil hectares de área até 2020, com agricultores familiares e extrativistas. Em cada hectare são plantadas 550 mudas de seringueira. Cada hectare de cultivo deve produzir mais de quatro mil quilos de látex a cada safra.

Elaboração do Manual de Sistemas de Produção de Seringueiras

Técnicos do governo do Estado, Embrapa, Universidade Federal do Acre, da Universidade de São Paulo e produtores rurais reúnem-se nos dias 23 e 24 próximos para elaborar o Manual do Sistema de Produção de Seringueiras do Estado do Acre. A reunião técnica vai consolidar informações sobre diversas formas de produção de mudas, implantação do seringal e exploração do látex.

Fonte: Terezinha Moreira (Assessoria Seaprof)

Publicado em Seringueira