Archive Novembro, 2011

CDA realiza encontro técnico sobre Seringueira em Barretos

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, através da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, realiza nos dias 24 e 25 de novembro em Barretos-SP, o II Encontro Técnico de Heveicultura, com o objetivo de discutir e atualizar informações sobre a cultura. O evento contará com a presença de Mônika Bergamaschi, secretaria da pasta e dos maiores especialistas em seringueira do país.

Com mais de 80.000 ha de seringueiras, o estado de São Paulo contribui com 55% da produção de borracha natural produzida no Brasil, evidenciando a crescente importância no suprimento de borracha para a indústria nacional, conferindo ao Estado a condição de primeiro produtor de borracha natural do Brasil.

Segundo Paulo Fernando de Brito, diretor do Escritório de Defesa Agropecuária de Barretos e coordenador do evento “os palestrantes trarão informações importantes sobre o mercado da borracha natural, pragas e doenças e informações recentes da pesquisa sobre produção de mudas, pois o setor passa por um bom momento, proporcionando boa produtividade aos produtores”.

A ficha de inscrição e todas as informações estão disponíveis no site da Coordenadoria de Defesa Agropecuária – www.cda.sp.gov.br. O II Encontro Técnico de Heveicultura tem o apoio da Unifeb, Unesp Jaboticabal, Unesp Botucatu e Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Barretos e será realizado no anfiteatro “Jorge Andrade” da Unifeb.

A REGIÃO – Na região de Barretos a seringueira é uma cultura tradicional e tem importância econômica e histórica, pois está presente na região desde 1960. Merece destaque o fato de ser a única cultura que não perdeu área para a cana de açúcar nos últimos dez anos.

Na área do Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) de Barretos que atende 18 municípios existem 4,2 milhões de pés de seringueira, perdendo apenas para as regionais São José do Rio Preto e General Salgado. O município de Barretos produz 1,4 milhões de pés. A seringueira é uma grande opção pra os produtores rurais, possibilitando alternativa de diversificação de cultivo e boa rentabilidade ao produtor. Segundo Brito, o valor médio recebido pelo produtor em outubro foi de R$3,50 o quilo do coágulo.

PROGRAMAÇÃO

24 de Novembro
08h00 Inscrições
09h00 Cerimônia de Abertura do Evento – Heinz Otto Hellwig – Coordenador da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo
09h45 “Produção de Mudas de Seringueira em Viveiro Suspenso” – Dr. Ailton Vitor Pereira – Embrapa Goiânia/GO
10h45 “Adubação da Cultura da Seringueira” – Ondino Cleante Bataglia – Consultoria Agronômica Campinas/SP
14h00 “Formação de Mudas de Seringueira em Bancadas – Relato do Viveirista” – José Gilberto Pratinha – Viveirista de Paranavaí/PR
14h30 “Nematóides na Cultura da Seringueira – Prevenção é Fundamental” – Prof. Dr. Pedro Luiz M. Soares – UNESP Jaboticabal/SP
16h00 “Manejo de Doenças do Seringal” – Prof. Dr. Edson Luis Furtado – UNESP Botucatu/SP
17h30 Debates

25 de Novembro
08h00 Mônika Bergamaschi – Secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
08h20 “Implantação da Cultura da Seringueira” – Marcos Silveira Bernardes – ESALQ USP Piracicaba/SP
09h20 “Propostas para Regulamentação da Produção de Mudas de Seringueira” – Paulo Fernando de Brito EDA Barretos – Coordenadoria de Defesa Agropecuária/ SAA São Paulo
10h45 “Manejo de Pragas do Seringal” – Marineide Rosa Vieira – UNESP Ilha Solteira/S
14h00 “Nutrição e Exploração da Seringueira” – Adonias de Castro Virgens Filho – CEPEC – MAPA Itabuna/Bahia
15h30 “Perspectivas para o Mercado de Borracha Natural” – João de Almeida Sampaio Filho – Economista Empresário Rural / Sociedade Rural Brasileira
16h30 Debates
17h00 Encerramento

SERVIÇO:

II Encontro Técnico de Heveicultura
Data: 24 e 25 de novembro de 2011
Horário: das 08 às 18 horas
Local: Anfiteatro “Jorge Andrade” Unifeb/Barretos, Av. Prof. Roberto Frade Monte, 389 – Bairro Aeroporto, Barretos – SP (em frente ao North Shopping Barretos).

Fonte:
Assessoria de Comunicação da CDA
Teresa Paranhos
Tel.: (19) 3045-3350

Postado em 22/11/2011

Por que plantar a seringueira?

A heveicultura tem uma rentabilidade superior a 18% ao ano.

Conheça diversas vantagens de utilizar a heveicultura como alternativa de plantio no processo de compensação das emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE’s).

1. A seringueira é uma das plantas que mais seqüestra o carbono da atmosfera por meio da fotossíntese no processo de constituição de seu tronco, galhos e folhas, mas principalmente na produção do látex, contribuindo significativamente com a neutralização dos Gases de Efeito Estufa (GEE’s).

2. Um hectare de seringueira, onde se planta em média 500 árvores, gera até 10 toneladas de CO2e em um ano.

3. A borracha natural tem atributos técnicos (como elasticidade e resistência à abrasão) superiores às borrachas sintéticas, podendo substituí-las em prol a conseqüente diminuição do consumo de petróleo, contribuindo ainda mais com a redução das emissões dos GEE’s.

4. A seringueira nutre o solo, recuperando áreas degradadas pelo pasto ou outras práticas agrícolas, inclusive em terrenos com até 35% de declividade.

5. Originária da região Amazônica, a seringueira pode se estender por todas as regiões compreendidas entre o Trópico de Capricórnio e o Trópico de Câncer, incluindo os estados de São Paulo (maior produtor nacional), Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

6. Por ser uma cultura perene, com produção durante 11 meses no ano e por mais de 40 anos, não necessita de manutenção intensiva e fixa o homem no campo com emprego para toda a família, evitando o êxodo rural.

7. A borracha natural é o segundo produto agrícola de maior peso negativo na Balança Comercial brasileira (o Brasil importa cerca de 70% das 345 mil toneladas consumidas anualmente).

8. No mercado mundial de borracha natural se observa um acentuado e crescente aumento de consumo desta commodity, bem superior a sua curva de produção, com projeções podendo chegar a níveis de 2,5 a 4,0 milhões de toneladas de déficit em 2030.

9. A heveicultura tem uma rentabilidade superior a 18% ao ano.

Aspectos mercadológicos

O Selo Seringueira Ambiental pode ser usado como uma ferramenta mercadológica, demonstrando o engajamento sócio-ambiental de sua empresa ou instituição, nas embalagens dos produtos e nos materiais de divulgação tanto interna quanto externamente.

A empresa pode ainda mencionar que possui o selo “Seringueira Ambiental” em palestras, conferências ou qualquer evento público, divulgando, sempre que possível, a iniciativa do ITeB no processo de neutralização das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE’s), mediante o plantio de mudas de seringueira.

Fonte: ITeB

Postado em 13/11/2011