Archive Junho, 2011

Seringueira e borracha natural

Uma das explorações mais importantes, que o Brasil já teve, foi a extração de látex da seringueira ao tempo que toda a borracha era natural. Era uma “indústria extrativa”, pois o “gaúcho”, nome dado ao seringueiro, retirava o látex das árvores nativas da mata. O Brasil não tinha cultivo da seringueira como exploração racional. Mesmo como indústria extrativa, rendeu grandes riquezas ao Brasil, especialmente, na região norte. Muitas cidades tiveram seu auge econômico ao tempo da produção e exportação da borracha, movida pela indústria automobilística.

Com o surgimento da indústria petroquímica, na década de cinqüenta do século passado, ao tempo dos baixos custos do petróleo, derivados deste começaram a ser utilizados na fabricação da borracha. Com a elevação paulatina dos preços do petróleo, esse deixou de ser uma matéria prima barata. Por isso, as grandes indústrias de borracha, principalmente, de pneus, voltam-se novamente a borracha natural. Então, o cultivo da seringueira voltou a ter importância. Além do Brasil, alguns outros países da América do Sul, da região amazônica, também estão aumentando o cultivo de seringueira. O mesmo está sendo observado em alguns países africanos, através de investimentos de grandes empresas internacionais.

Ainda no final da década 80, o Brasil criou o Programa Nacional da Borracha – Probor, para incentivar o cultivo da seringueira. Também, a Embrapa criou um Centro de Pesquisa da Seringueira e Dendê, atual Embrapa Amazônia Ocidental, com sede em Manaus, que aliado ao trabalho de várias universidades brasileiras, começou a serem desenvolvidos novos cultivares e tecnologias de manejo das árvores, visando a produção mais precoce de látex e com maior quantidade. Através de técnicas biotecnológicas, é realizada a multiplicação de plantas a partir de tecidos vegetais (meristemas ou gemas), a cultura de tecidos. Esses clones tem inúmeras vantagens em relação à seringueira nativa. Cresce mais rapidamente e por isso já produz látex a partir de 4-5 anos, enquanto na planta nativa a colheita inicia a partir de 10-12 anos. Também, a utilização de tecnologias como adubação, distribuição espacial de plantas na área, podas, dentre outras práticas, são responsáveis pela maior capacidade produtiva da seringueira..

De cada 100 kg de látex extraído da seringueira são obtidos 60kg de borracha natural. No processo de extração também houve grande evolução. Na indústria extrativa, o seringueiro fazia cortes freqüentes no caule da arvore para continuar a secreção da látex. Esses cortes, juntamente com a contaminação, reduzem a capacidade produtiva da arvore. Atualmente, além dos primeiros cortes serem realizados mais precocemente, periodicamente, são aplicados produtos que liberam etileno sobre o painel de extração. Esse etileno promove a abertura dos vasos que exsudam a seiva. Dessa maneira, além da maior extração de látex por árvore, a planta produz por mais tempo.

Por essa razão, grandes empresas internacionais de pneus, adquiriram, nos últimos anos, grandes áreas de terras no Centro-norte brasileiro, para cultivo de seringueiras. Mesmo em São Paulo, o cultivo da seringueira está sendo realizado em substituição ao café, banana e outras culturas. Trata-se de um investimento de médio a longo prazo, mas, com altos rendimentos por área cultivada. O único investimento que compete com a seringueira como cultura permanente, atualmente, é a cana de açúcar, visando a produção de álcool.

Na última semana, observei grandes áreas cultivadas de seringueira também no Mato Grosso do Sul, ao lado de grandes áreas de integração silvo-pastoril. Nessa integração são cultivadas duas ou três fileiras de eucalipto, espaçadas de um metro e são deixados de 15 a 20 m com pastagem. Nessas áreas é produzida carne até o momento de corte da madeira. É uma forma de aumentar a renda por área, bem como a redução dos riscos de mercado.

O bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro não está apenas na produção de grãos.

Fonte: Elmar Luiz Floss – O Nacional

Postado em 20/06/2011

Borracha natural: a bola da vez?

A seringueira é uma árvore de grande porte e ciclo perene pertencente à família Euphorbiaceae. Dentre os gêneros dessa família, destacam-se a mamona, a mandioca e a seringueira. A classificação atual do gênero Hevea compreende 11 espécies de seringueiras, tendo como seu centro de origem a região Amazônica, nas margens de rios e lugares inundáveis de mata de terra firme, ocorrendo preferencialmente em solos argilosos e férteis. A espécie Hevea brasiliensis é considerada a mais importante do gênero por possuir a maior diversidade genética e alta produtividade de látex (borracha natural). Além de ser nativa do Brasil, a seringueira também está presente na Bolívia, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador, Suriname e Guiana.

A partir da saída de seu habitat natural, a seringueira passou a ser cultivada em grandes monocultivos, principalmente nos países asiáticos. No Brasil, seu cultivo obteve sucesso nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, na Bahia e no oeste do Paraná. Além de fornecer látex e madeira, essa espécie arbórea, de crescimento rápido, apresenta grande capacidade de reciclagem de carbono (1 hectare de seringueira retira aproximadamente 1,4 tonelada de gás carbônico da atmosfera por ano). As plantas podem atingir até 30 m de altura sob condições favoráveis, iniciando aos 4 anos a produção de sementes e, aos 7 anos, em média, a produção de látex.

A borracha natural obtida pelo extrativismo teve seu ciclo de exploração no século 19 até início do século 20, levando a região Amazônica a um período de grande prosperidade econômica. A partir de 1912 esse extrativismo começou a entrar em decadência, devido, principalmente, a dois fatores: a entrada no mercado internacional de borracha oriunda dos países asiáticos, onde o cultivo se fazia intensivo, e o surgimento da doença conhecida como “mal-das-folhas”, causada pelo fungo Microcyclus ulei, comum nas regiões quentes e úmidas.

Além desse fungo, a seringueira está sujeita ao ataque de pragas, principalmente com o aumento da área plantada e a adoção de monocultura em áreas extensivas. Um complexo de ácaros e insetos está associado ao cultivo da seringueira no Brasil, tendo status de praga, dependendo dos seus níveis populacionais. Destacam-se como pragas da cultura os ácaros e os seguintes insetos: mandarová, mosca-branca, cochonilha-do-coqueiro, percevejo-de-renda além de formigas cortadeiras.

Os países asiáticos Tailândia, Indonésia, Malásia, China e Vietnã são os mais importantes produtores mundiais de borracha natural, respondendo por cerca de 90% do total. Atualmente, o Brasil ocupa o nono lugar na produção mundial, com aproximadamente 1,4% do total. Em âmbito nacional, os estados de São Paulo, Mato Grosso, Bahia e Espírito Santo são os principais produtores, sendo São Paulo responsável pela maior parcela da produção nacional, o que lhe confere a condição de principal produtor de borracha natural do Brasil. Somente esse estado possui mais de 14 milhões de hectares aptos à heveicultura.

A importância da seringueira deve-se à qualidade da sua borracha que combina leveza, elasticidade, termoplasticidade, resistência à abrasão e à corrosão, impermeabilidade e isolamento elétrico, bem como capacidade de adesão ao tecido e ao aço. Embora a borracha natural, em alguns casos, possa ser substituída pela borracha sintética, a impossibilidade de se produzir quimicamente um polímero com as mesmas qualidades do natural faz com que ela tenha características únicas, sendo empregada, principalmente, na confecção de luvas cirúrgicas, preservativos, pneus de automóveis e caminhões. A indústria de pneumáticos consome aproximadamente 80% da borracha natural produzida. Desse modo, esse produto torna-se imprescindível na fabricação de uma série de artefatos de suma importância na vida do homem moderno, em praticamente todos os países.

No contexto mundial, projeções indicam uma demanda maior que a capacidade de produção e alguns especialistas estimam que no ano de 2020 o consumo de borracha natural será de 9,71 milhões de toneladas para uma produção de 7,06 milhões de toneladas. Nesse sentido, a renovação de seringais antigos e o incentivo à implantação de novos cultivos, além da manutenção de um preço favorável da borracha natural no mercado internacional, são medidas que devem ser adotadas para suprir esse déficit no Brasil e no mundo.

Há uma sinalização do crescimento em larga escala da heveicultura no Estado do Acre, por meio de incentivos governamentais, com plantio de milhares de hectares em regime de monocultura, que irá promover a modernização de técnicas de cultivo, geração de novos empregos e divisas para o estado. Para tanto, faz-se necessário a implementação de tecnologias (abrangendo aspectos fitotécnicos e fitossanitários da cultura), desde a escolha dos clones mais apropriados à região, passando pelo cuidado com as mudas, até a abertura dos painéis de sangria, visando otimizar a produção, prevenir o ataque de pragas e doenças e aumentar a produção de látex e a rentabilidade dos produtores.

Nesse cenário as instituições de pesquisa e fomento desempenham importante papel na geração de alternativas tecnológicas e na capacitação de extensionistas e produtores rurais. A Embrapa Acre tem contribuído para essa finalidade, desenvolvendo importantes pesquisas para melhoria da cultura no estado, tais como: introdução e avaliação de clones de seringueira, estudos com enxertia de copa e painel, rentabilidade para sistema extrativo de látex e monitoramento de doenças e pragas da cultura e, num futuro próximo, com a micropropagação de mudas de seringueira in vitro.

Fonte: Rodrigo Souza Santos (Embrapa Acre)

Postado em 13/06/2011

Nasce uma nova fronteira

Estudo realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) mostra que a área cultivável pode crescer no estado de São Paulo


Cana e bois disputam espaço em São Paulo. Os plantios ganharão mais área e a pecuária maior eficiência

O estado de São Paulo, que figura entre as mais importantes regiões agrícolas do país, com Valor Bruto da Produção (VBP) projetado em R$ 29,8 bilhões neste ano, pode ganhar novas áreas para expansão das plantações que já lideraram o crescimento de sua agricultura nos últimos anos, a exemplo da cana-de-açúcar e da seringueira. É o que indica um estudo realizado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, que mostra que, até 2030, cerca de 2,8 milhões de hectares de pastos serão ocupados por canaviais, eucaliptos e seringueiras. “Poderá ser criada uma nova fronteira agrícola no estado nas próximas décadas”, diz o pesquisador Mário Pires de Almeida Olivette, organizador do estudo.

O termo “nova fronteira agrícola”, na concepção de Olivette, não é empregado no sentido de desbravar novas áreas, mas sim para reforçar a ideia de melhoria da eficiência das áreas que já foram desbravadas. “Quando digo que estamos abrindo novas fronteiras no estado de São Paulo significa que estamos melhorando os índices de conhecimento e de produtividade das áreas agrícolas que já existem, mas que atuam com baixo desempenho”, diz o pesquisador.


As seringueiras devem ocupar mais áreas no estado, segundo o IEA

O documento Evolução e prospecção da agricultura paulista: liberação da área de pastagem para o cultivo da cana-de-açúcar, eucalipto, seringueira e reflexos na pecuária, 1996—2030 foi originado a partir das dúvidas sobre o fato de o cultivo de cana-de-açúcar estar avançando sobre a produção de alimentos. “Os resultados nos mostraram que o avanço da cana se dá sobre áreas degradadas e que não só os canaviais, mas também o eucalipto e a seringueira avançam sobre as pastagens utilizadas de maneira sofrível. A pecuária perde área, mas ganha eficiência”, avalia Olivette.

O mapeamento da agricultura paulista, iniciado em 2010 e concluído no início deste ano, contou com a elaboração de um extenso relatório, que foi enviado para as 645 casas de agricultura do estado. A partir da resposta a esses relatórios identificou-se que 30% das áreas de pastagem em 2008 eram degradadas, o que gera a disponibilidade dos 2,8 milhões de hectares. Com esse resultado em mãos, foram feitas projeções de crescimento da demanda para 20 e 25 anos em modelos com perspectivas semelhantes à taxa histórica e à taxa otimista e de que forma essa demanda impactaria na procura por área para plantios. “A conclusão é que a concorrência entre cana, seringueira e eucalipto pelas áreas que serão abertas pelo adensamento da pecuária será grande, mas a borracha é a cultura que tem potencial para avançar mais”, avalia Olivette.


O plantio de eucalipto poderá alcançar até 2,7 milhões de hectares em 2030

”O mercado está forçando a pecuária a se mexer, e isso vai promover o rearranjo na produção agrícola do estado de São Paulo”, avalia Felipe Pires de Camargo, um dos pesquisadores do estudo. Em 2008, de acordo com o estudo, a pecuária ocupava 8,07 milhões de hectares no estado. Já o plantio de cana usava 4,9 milhões de hectares, enquanto o eucalipto demandava 860 mil hectares e a seringueira 77 mil hectares. No horizonte traçado pelos pesquisadores, em 2030 a área de pastagens terá caído para 5,27 milhões de hectares, a cana estará disputando um espaço entre 5,33 milhões e 6,8 milhões de hectares, o eucalipto poderá alcançar entre 1,4 milhão e 2,7 milhões de hectares e as seringueiras estarão com área de cultivo entre 300 mil e 400 mil hectares.

Caso as previsões do estudo se confirmem, a área de cana poderia aumentar até 38,8%, a de eucalipto 214% e a de seringueiras até 419,5%. “É preciso considerar as tendências de alta das demandas no período também do desenvolvimento de novas tecnologias nas respectivas cadeias de produção”, ressalta o pesquisador.

O estudo indica que o campo paulista não ficará estagnado, apesar das poucas áreas virgens passíveis de ser abertas no estado. A notícia vem em boa hora, uma vez que dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) mostram que o Mato Grosso pode tirar de São Paulo a liderança no ranking dos estados com maior Valor Bruto da Produção (VBP). O VBP mato-grossense previsto para 2011 é de R$ 33,41 bilhões, com expansão de 54,94% em relação aos R$ 21,38 bilhões de 2010, enquanto São Paulo deve registrar queda de receita de 9,56%, com o VBP passando de R$ 32,99 bilhões, no ano passado, para R$ 29,81 bilhões.

O VBP é calculado com base na produção e nos preços de mercado das principais lavouras do Brasil e de cada estado. Em Mato Grosso, 80% virão somente de duas culturas: soja, com VBP previsto de R$ 15,58 bilhões, e algodão, com VBP em R$ 13,19 bilhões. Já em São Paulo, a safra menor de cana-de-açúcar deve contribuir para a queda projetada para o período.

Participaram do estudo do IEA os pesquisadores Mário Pires de Almeida Olivette, Eduardo Pires Castanho Filho, Raquel Castellucci Caruso Sachs, Katia Nachiluk, Renata Martins, Felipe Pires de Camargo, José Alberto Ângelo e Luiz Henrique Domicildes Câmara Leal Oliveira.

Fonte: Luciana Franco – Globo Rural (06/06/2011)

Postado em 07/06/2011

A Saga dos Pneus

Conheça um pouco da história do componente, fabricado principalmente a partir do látex, extraído da seringueira

Uma das mais importantes invenções de todos os tempos, a roda, apareceu há mais de 5.500 anos, mas esperamos até 1888 para que o veterinário Dunlop inventasse o pneu, que até hoje equipa nossos automóveis (e que depois contribui para poluir o planeta…).

Inicialmente estes pneumáticos inventados por Dunlop eram destinados às bicicletas, e somente em 1895 foi produzido o primeiro pneu para automóvel, pela Michelin.

No início, os pneus eram brancos, como era branca a matéria prima para a sua confecção, o látex (isto explica a cor do boneco da Michelin, criado em 1898). A extração e o processamento do látex deram os capítulos mais significativos na história dos pneus.

O látex pode ser extraído de várias plantas, mas é da seringueira que se obtêm os melhores resultados. A extração é feita sulcando o tronco da árvore, que pode produzir até 8 kg em um ano (50 gramas por “sangria”).

No estado natural, esta borracha não tem muita utilidade, pois amolece com o calor e se fragiliza com o frio. A borracha ganhou o mundo após a descoberta, por Charles Goodyear, da “vulcanização”, no ano de 1839.

Este processo dava estabilidade e resistência química ao produto pela adição, a quente, de enxofre ao látex. Apesar da importância do seu invento e de ter patenteado este e muitos outros processos, Goodyear morreu pobre e em sua homenagem foi batizada a conhecida fábrica de pneus no ano de 1898.

O processo de vulcanização fez crescer vertiginosamente o consumo mundial de borracha pela demanda de pneus da recém criada indústria automobilística (até então esta era aplicada na fabricação de galochas, capas de chuva e borracha de lápis. E adivinha quem fornecia látex para o mundo? O Brasil.

Esta explosão na exportação da seiva das seringueiras da região amazônica ficou conhecida por aqui como o Ciclo da Borracha, e durou de 1879 até 1912 (lembram desta aula?). Este ciclo chegou ao fim quando a produção de Malásia, Ceilão, Indonésia e Cingapura passou a ser ofertada no mercado mundial por preços menores.

Estes países haviam recebido mudas de seringueiras germinadas na Inglaterra a partir de 70 mil sementes levadas da Amazônia em 1876 por um cidadão inglês, Henry Wickham (esta espécie, a mais produtiva, era típica das terras brasileiras…).

Aventura na floresta

Outro fato histórico relacionado à indústria de pneus foi a saga de Henry Ford no Pará: a Fordlândia. Ford buscava uma alternativa para o fornecimento de borracha para a produção de pneus para seus carros e suas fábricas, que eram muito dependentes do fornecimento de colônias europeias no sudoeste asiático (controladas predominantemente pelos britânicos).

De 1927 até 1945, os executivos de Ford tentaram sem sucesso o plantio da seringueira em escala industrial numa área concedida pelo estado do Pará às margens do Rio Tapajós – equivalente a um terreno de 100 km de largura por 100 km de comprimento. Plantadas lado a lado, as plantas eram dizimadas por pragas e insetos, fato que não ocorria na floresta, onde as árvores são espaçadas, e na Ásia, onde não havia estas pragas naturais da floresta brasileira.

Antes de se aventurar na floresta amazônica, Henry Ford tinha a esperança na invenção de borracha sintética, e seu amigo Thomas Edison (o inventor da lâmpada elétrica) não poupou esforços para desenvolvê-la.

O desenvolvimento e a produção de borracha sintética com custo viável só foram possíveis no final da década de quarenta, motivados pela Segunda Guerra Mundial (o fornecimento de borracha natural pelos países asiáticos foi bloqueado pelo exército japonês).

Apesar da evolução da borracha sintética, até hoje a borracha natural é utilizada na produção de pneus, pois suas qualidades são insuperáveis. Atualmente, num pneu de automóvel, há cerca de 800 gramas de borracha natural e, num de caminhão, 14 kg.

Em outras palavras, para se equipar um carro com quatro pneus novos é necessário que haja 64 seringueiras de pé, e para equipar um caminhão com 18 rodas são necessários nada menos que 5.000 árvores. Há um lado ecologicamente correto em cada pneu fabricado, pois para produzi-lo é necessário manter e conservar enormes florestas de seringueiras.

Fonte: Revista Hot Rods

Postado em 03/06/2011