Archive Março, 2011

Venda de crédito de carbono com plantio de seringueira

O projeto de plantio de seringueira na Guatemala foi negociado durante a Carbon Expo em Colônia, na Alemanha. A negociação foi entre a empresa ‘Pica Borracha Natural’ da Guatemala e a ‘First Climate’ da Suíça


O projeto é pioneiro na venda de crédito de carbono com plantio de seringueira, e compreende 2.500 hectares de novos plantios de seringueira, em áreas degradadas ou degradantes, utilizando praticas sustentáveis, com previsão de fixação de 1,2 milhões de dióxido de carbono no período de 20 anos.

Existe muita semelhança entre o projeto aprovado e o Programa “Hevea Ambiente Sustentável” que será lançado ainda no primeiro semestre de 2011, objeto da parceria entre a Minas Hevea e a EPAMIG, que buscará o fomento do plantio da seringueira no Estado de Minas Gerais, visando mudar a situação econômica de várias regiões, com foco na geração de emprego e renda, recuperação de áreas degradadas ou degradantes, preservação do meio ambiente, absorção de carbono da atmosfera e retenção de carbono no solo.

O Programa também abrangerá todo treinamento e formação de mão de obra para a cultura, além de criar incentivos para as práticas ambientalmente corretas, tais como: destinação de embalagens de agrotóxicos, respeito as normas ambientais referentes a APP’s, Reserva Legal e Matas Siliares, respeito as normas trabalhistas, etc.

Já está em andamento a formação de mudas e jardins clonais em diversos locais, sob a coordenação da EPAMIG e MINAS HEVEA.

Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br

Postado em 16/03/2011

É hora de extrair látex

Com preços em ascensão e alta demanda nacional, borracha tem potencial para ingressar com força no Paraná, que tem clima e terra propícios para o plantio das seringueiras.

Um conjunto de fatores nacionais e internacionais está fazendo que a produção de borracha no Brasil se torne um ótimo negócio, com retorno garantido para os próximos anos. De um lado, os principais países asiáticos exportadores do produto – Indonésia (com 45% do total) e Tailândia (35%) – sofrem com as intempéries ficando cada vez mais complicado abastecer a demanda mundial. Do outro, a indústria automobilística brasileira cresce à todo vapor, cerca de 27% nos últimos quatro anos, potencializando a demanda para a indústria de pneumáticos.

Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontam que a produção do país atende apenas 30% da demanda interna, com 130 mil toneladas, muito pouco pelo potencial que possui. Em 2010, o Brasil importou nada menos do que 260,8 mil toneladas de borracha, um investimento de R$ 1,29 bilhão. A produção interna está concentrada em São Paulo (com 55%), Mato Grosso (14%) e Bahia (13%).

No Paraná, a cultura de plantar e extrair a borracha bruta das seringueiras – a heveicultura – ainda é pouco difundida, mesmo com o Estado tendo clima propício e fertilidade do solo boa, principalmente nas regiões norte e noroeste (ver mapa). Segundo Gustavo Firmo, chefe da Divisão de Florestas Plantadas e Culturas Permanentes do Mapa, o plantio aumentou substancialmente por aqui desde 1996, mas ainda é modesto, cerca de 667 hectares, com uma produção de 1,22 mil toneladas, o que torna o Estado apenas o 11º produtor. ”É fato que existe um deficit de borracha mundial, com um mercado bem promissor. No Paraná, apenas três contratos de financiamento foram feitos em 2009, no valor de R$ 139 mil. Ano passado, também foram realizados três contratos, somando R$ 24 mil”, aponta Firmo, lembrando que nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 44 milhões em crédito para investimento em seringais.

Para os técnicos do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) André Luiz Ramos, pesquisador da área de fitotecnia, e Paulo Rezende, técnico agrícola especialista em heveicultura, alguns fatores devem ser trabalhados para incrementar a produção no Estado. ”A falta de divulgação, o alto custo das mudas (cerca de R$ 4), e a demora para a primeira extração (por volta de sete anos) são entraves que inibem o produtor a trabalhar com seringueiras”, explicam eles.

Entretanto, a espera e o investimento são recompensados. Em doze anos, o quilo da borracha bruta (ou coágulo) subiu mais de 200%, de R$ 1,10 para R$ 3,50. Um produtor pequeno, por exemplo, com quatro hectares, consegue plantar cerca de duas mil árvores nesta área, que produzem por volta de 1,6 mil quilos por mês, o que gera uma renda bruta de R$ 5,6 mil mensais. ”A sangria é realizada de 4 em 4 dias e o trabalho não é penoso, feito por poucas pessoas”, explica o técnico agícola.

Já o pesquisador André Ramos ressalta sobre a demanda de pesquisa para a heveicultura, que inclui clones adaptados para as condições do Paraná, adubação, nutrição, propagação e o Sistema Agroflorestal (SAF), no qual o produtor planta as seringueiras em consórcio com outras lavouras. ”Dessa forma, na fase inicial, quando ainda não está ocorrendo a extração da borracha, há uma amortização dos custos com a colheita de outras culturas, como o café”, complementa o especialista.

Fonte: Agroblog/ Heiko Rossmann

Postado em 13/03/2011

Goias: Setor agropecuário avalia expansão da cultura da borracha

Com o objetivo de incrementar a plantação da seringueira em Goiás estiveram, no final da tarde de ontem, na sede da Seagro, José Fernando Benesi, Fernando Morais e José Emílio Defant, da Hevea Suporte, de Goianésia. Os empresários apresentaram o Projeto Seringueiras e falaram das vantagens da cultura da borracha para Goiás, já que o Estado possui clima e solo favoráveis à difusão desta cultura. Atualmente a produção goiana, ainda pequena, se concentra da região de Goianésia.

Goias: Setor agropecuário avalia expansão da cultura da borracha

O secretário Antônio Flávio Camilo de Lima disse que há o interesse na cultura da borracha, como mais uma alternativa para o produtor goiano. “Agora, vamos analisar as condições das linhas de crédito oferecidas e adequá-las ao perfil do nosso produtor”, disse Flávio. Na ocasião, o secretário explicou que plantar seringueiras é um projeto rentável a longo prazo.

Segundo informações da Seagro, atualmente o Brasil consome 360 mil toneladas de borracha e produz apenas 100 mil. Além da demanda interna, a demanda mundial também cresce. Outra vantagem é o caráter social da cultura, que demanda um trabalhador a cada oito hectares, gerando emprego e renda. A mão-de-obra é semi-especializada e o ciclo dura o ano todo.

Fonte: Goias Agora

Postado em 13/03/2011

Analista apresenta linhas de crédito com menores taxas de juros para o setor florestal

“Tem que ser bem analisado qual será a opção do produtor. O eucalipto e a seringueira não são produtos com muitos compradores. Por isso, os convênios podem ser mais interessantes”

Muitos querem iniciar o plantio de eucalipto e seringueira. Mas, poucos sabem como obter recursos. Por isso, o Painel Florestal convidou o analista da Superintendência do Banco do Brasil, José Luiz dos Reis, para palestrar sobre “Como obter recursos para plantios florestais”, durante o 3º Seminário Plantar Florestas é Bom negócio, que está sendo realizado nessa quinta-feira, 24, em Coxim-MS.

O representante do Banco do Brasil explicou como funcionam as linhas de crédito, financiamento e convênios. Alguns são mais interessantes do que outras para o setor. “Tem que ser bem analisado qual será a opção do produtor. O eucalipto e a seringueira não são produtos com muitos compradores. Por isso, os convênios podem ser mais interessantes”, explica.

Durante a palestra, José Luiz, apresentou quatro linhas de crédito que se encaixam com o perfil do setor: O Pronaf, Proflora, BNDES ABC e o FCO Pronatureza. Conforme as especificações, se enquadram nos programas atividades como, cultivo permanente de seringueira, aproveitamento de área degrada, recomposição de reserva, implantação de viveiro, florestamento e reflorestamento e cultivo de eucalipto.

As linhas dão ao produtor a garantia de recursos para custeio inicial com materiais, para assistência técnica e implementação de tecnologia entre outros. De acordo com o analista, o BNDES ABC é uma das linhas mais interessantes. “Essa linha de crédito é a mais atrativa para o produtores, pois apresenta o menor juros de todas”, explica.

BNDES ABC é uma linha voltada a recuperação de áreas degradadas, recomposição de reserva e integração de eucalipto com a pecuária ou agricultura. O percentual do juro é menor que as outras linhas: 5,5%. Nesse programa o produtor pode obter R$1 milhão em recursos. Entretanto, José Luiz alerta: “O produtor deve analisar na hora de elaborar o projeto, se a atividade para qual está solicitando o recurso se encaixa na linha de crédito. Cabe ao produtor, verificar qual linha atende a sua pretensão”, conclui

Fonte: Painel Florestal

Postado em 13/03/2011

Bom preço internacional da borracha estimula setor no Brasil

País já foi o maior produtor do mundo, mas atualmente importa 65% do que precisa

Segundo produtores e empresários da região noroeste do Estado de São Paulo, o preço da borracha nunca esteve tão atrativo. No mercado internacional, a cotação do produto valorizou mais de 60% no último ano. No campo, ganha mais quem produz o látex, a borracha no estado líquido, que tem maior valor no mercado.

Mas no Brasil a produção é baixa. A maioria dos produtores prefere um processo de extração mais simples, que resulta a borracha conhecida como coágulo. Esse é o produto que vai para o mercado de pneus. Ganha menos quem produz assim. No entanto, com o aquecimento do mercado, na verdade ninguém sai perdendo.

Se tivesse mais matéria-prima, a usina do produtor rural Jason Passos, que fica em Buritama (SP), a 500 quilômetros da Capital, não pararia um minuto só. O proprietário trabalha com a parte mais nobre da borracha: o látex, matéria-prima de produtos como luvas cirúrgicas e preservativos.

Metade do que chega à indústria dele vem de produtores da região. Mas Jason produz um pouco também. O seringal fica do lado da fábrica. De lá, extrai até 12 toneladas por ano.

– Hoje a usina trabalha com 50% da capacidade de produção por falta de matéria-prima. E tudo que a usina produz imediatamente é consumido pelas indústrias – diz Jason.

O látex parece leite quando sai da indústria. Até chegar ao aspecto final, passa por um processo químico que usa várias substâncias. Uma delas é a amônia, que evita que o látex fique sólido.

– Para o produtor, é mais compensador produzir o látex do que a borracha. O produtor de látex consegue um rendimento de 20% a 25% a mais do que a borracha – explica Jason.

A produtora Maria Teresa Soubhia é uma das fornecedoras de Jason. Ela tem oito hectares em produção e extrai até 30 toneladas de látex por ano. Na safra 2008/2009, vendia o quilo por R$ 0,90. O preço triplicou, diz ela, que consegue agora até R$ 2,70 o quilo. O negócio está tão bom que Maria Teresa já pensa até em aumentar o seringal.

– Nós temos já plantados 10 mil pés que começam a sangrar agora, e temos a intenção de plantar mais sem dúvida, porque não tem opção melhor que isto – afirma Maria.

Jason explica que, como a borracha é uma commodity, a demanda é muito maior que a oferta.

– A demanda basicamente está sendo comandada pela China. Ou seja, a China está comprando tudo o que é borracha que existe no mundo – explica Jason.

Diferente da produção extrativista de borracha como é feito tradicionalmente na Amazônia, a atividade comercial em São Paulo tem pouco mais de 40 anos. O Estado é o maior produtor do país. De lá, saem 90% da produção nacional.

Tempo
Quem entra neste mercado precisa investir e esperar. Uma seringueira leva sete anos pra produzir. O cultivo de um hectare exige pelo menos R$ 15 mil de investimento.

– O pequeno produtor pode plantar se tiver incentivo de financiamento. Ele pode plantar em dois alqueires e viver daquilo na sua terrinha. Ou você pode plantar muito. Eu acho maravilhoso. Fixa o homem no campo, gera emprego. É claro que pequenos precisam de financiamento. E esse é o lado em que a gente está esperando um respaldo – conclui Teresa.

A produção de borracha brasileira, tanto a beneficiada como o látex quanto na forma de coágulo, é insuficiente para a demanda de consumo. Dois terços do que usamos são importados. Principalmente da Malásia, um dos países que mais produz no mundo. Além da Malásia, Tailândia e Indonésia concentram 90% da produção mundial de borracha.

Fonte: Sebastião Garcia | Nhandeara (SP) – Canal Rural

Postado em 13/03/2011

Preço da borracha dispara e SP comemora

Preços sobem até 80% e Estado responde por 40% da produção nacional de látex

A alta do preço da borracha natural – pico de US$ 6,5 mil a tonelada em fevereiro – faz o látex ser chamado de “ouro branco” no interior de São Paulo. Produtores do norte e noroeste do Estado comemoram preços recordes – reajustados em até 80% – e planejam a expansão das florestas de seringueiras.

A região é o maior polo produtor do País e responde por 40% da produção nacional. São 40 milhões de pés de seringueiras e 3 mil produtores, em 60 municípios, que vão produzir 50 mil toneladas de borracha seca a partir do látex. Segundo a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), a safra, que termina em julho, deve movimentar na região cerca de US$ 500 milhões contra US$ 300 milhões da safra passada.

A evolução da produção do produto teve início no começo de 2010, quando o mercado se recuperou da crise de 2008, que derrubou o preço da tonelada a US$ 1 mil na bolsa e R$ 1,10 o kg para o produtor. Em fevereiro de 2010, o preço chegou R$ 2,23 o kg e em 2011, atingiu média de R$ 3,60, mas há produtores recebendo R$ 4 ou mais. Nos primeiros dias de março, muitos negócios foram fechados acima de R$ 4. “O látex é hoje um dos produtos que tem melhor remuneração e geram maior renda na atividade agrícola”, diz Marcos Santim, presidente em exercício da Apabor. “A renda melhorou não só para os produtores, mas também para os parceiros, empregados e usinas beneficiadoras”, completa.

A alta dos preços no Brasil é causada pelo efeito das cotações no mercado internacional, que têm sido elevadas devido a diversos fatores, entre eles, o aumento da venda de automóveis nos principais mercados mundiais; problemas climáticos nas regiões produtores, como o La Niña, no Sudeste Asiático; elevação dos preços de petróleo, que causam aumento do preço da borracha sintética e consequentemente da natural; e por especulações quanto à oferta de borracha diante da demanda. No Brasil, o preço da borracha é formado a partir da coleta, por um período de dois meses, das cotações na Bolsa de Cingapura, das taxas diárias de câmbio e das taxas diárias da Selic, acrescido de outros custos. O preço é válido para o bimestre seguinte.

Festa caipira. A euforia causada pelos bons preços é sentida nas colônias das fazendas e nas cidades como Bálsamo, Buritama e Monte Aprazível, que possuem extensas florestas. Na zona rural, a atividade emprega 12 mil pessoas, ou como funcionários com registro em carteira ou como parceiros que ficam com 30% ou 35% da produção. “Consegui comprar este carro que estava precisando e ainda pretendo terminar a casa que estou construindo na cidade”, diz Roberto Correia, parceiro em uma floresta de 150 mil pés de seringueiras em Monte Aprazível. Com o lucro da safra passada, Correia comprou uma picape, que usa no trabalho. Este ano, ele diz, pretende acabar a construção da casa que iniciou há quatro anos na cidade. “Falta o acabamento, que é caro, mas acho que agora vai dar”, disse.

A aposentada Nelsina Perassoli Falleiros, 76 anos, diz que ainda não sabe o que fará com os lucros que dos oito mil pés que possui no sítio São João, em Buritama. “Acho que vai dar para dobrar a remuneração, mas como terceirizei a produção para meu filho, eu ainda não sei ao certo o que farei com o dinheiro. Mas posso dizer que hoje o látex rende mais que a aposentadoria e a pensão que meu marido deixou”, diz. Segundo Nelsina, o látex representa quase 70% do total dos seus rendimentos. As árvores devem produzir este ano cerca de 8 kg cada uma.

O otimismo também é sentido nas 13 usinas de processamento que compram o látex dos produtores e passaram, nesta safra, a receber 62% a mais pela borracha. O produto é comercializado para as grandes indústrias de pneus, como Pirelli, Michelin e Goodyear, responsáveis pelo consumo de 75% da borracha produzida na região.

Uma das maiores usinas da região, a Hevea-Tec se expandiu. “Devemos processar entre 17 e 18 mil toneladas, mas há perspectiva de aumentar ainda mais essa produção”, diz Percival Costa Júnior, um dos sócios.

Segundo ele, com o aumento de produção, a empresa vai colocar em funcionamento os equipamentos adquiridos na ampliação do seu parque industrial, em 2008. “Houve a crise e tivemos de frear”, diz Costa Júnior. Em 2008, a Hevea-Tec processou 16 mil toneladas. O aumento de produção se deve a 3 milhões de pés de seringueiras que a empresa passou administrar e processar a produção como terceirizada a partir desta safra. A floresta, que fica em Rondonópolis (MT), foi vendida pela Michelin a Blairo Maggi, que agora não só é o maior produtor de soja como também o maior produtor de borracha do País. Maggi terceirizou o empreendimento à Hevea Tec.

Fonte: Chico Siqueira – O Estado de S.Paulo

Postado em 13/03/2011