Archive Janeiro, 2011

Brasil bate recorde de importação de borracha

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) divulgou recentemente os resultados da balança comercial do agronegócio brasileiro para 2010 e, sem nenhuma surpresa, o Brasil bate novo recorde de importação de borracha natural, atingindo a marca de US$ 790,4 milhões (260,8 mil toneladas) – um recorde pelo qual não devemos nos orgulhar -, contra US$ 283 milhões (161,3 mil toneladas) no ano anterior; aumento de 179,3%.

Como 2009 foi um ano atípico, com diversos setores prejudicados pela crise financeira internacional, a comparação com 2008 parece ser mais coerente. Assim fazendo, se observa que as importações foram 18,6% superiores em valor (e 7,0% em volume) no ano passado. Se por um lado os números prejudicam o saldo da balança comercial, por outro indica que a indústria brasileira está a todo vapor.

A análise da balança comercial do agronegócio brasileiro permite observar que o item papel e celulose ocupa a primeira posição do ranking de importação, com US$ 1,899 bilhão e crescimento de 41,8% na comparação com 2009, seguido do trigo, com US$ 1,528 bilhão e aumento de 26,4%. A borracha natural se manteve na terceira colocação.

O déficit do elastômero natural tem aumentado a cada ano. Em 2010, estima-se que a produção nacional atinja a marca de 131,9 mil toneladas, frente a um consumo de 385,3 mil toneladas. A oferta doméstica atende cerca de um terço da necessidade da indústria, situação esta que perdura a mais de uma década.

As projeções de consumo apontam para uma demanda da ordem de 627 mil toneladas em 2020, enquanto a produção nacional deve alcançar 221 mil toneladas. O déficit representa um dispêndio com importação da ordem de US$ 1,230 bilhão naquele ano, considerando o preço médio de importação em 2010. Contudo, se for usado o preço médio de 1o a 28 de janeiro deste ano, de US$ 5.329 por tonelada, o valor estimado passa a ser de US$ 2,163 bilhões.

Considerando a produtividade média no Estado de São Paulo, de 1.600 kg/ha.ano (base seca), a autossuficiência poderia ser alcançada em 2020 se fossem plantados hoje mais 230 mil hectares de seringueira, o que requer um investimento estimado em R$ 3,450 bilhões (US$ 2,055 bilhões). A nova área representaria também a geração de pelo menos 38 mil empregos do campo e a remoção de 57,5 milhões de toneladas de CO2e da atmosfera.

Os números apresentados acima podem servir de argumento para justificar a criação de um grande programa de fomento (ou de incentivo) para o desenvolvimento da heveicultura brasileira. O Brasil possui uma vastidão de áreas aptas ao cultivo da seringueira, espécie que pode inclusive ser usada em projetos de recomposição de área de reserva legal nas propriedades rurais dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. [um estudo da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba aponta que o déficit ambiental brasileiro soma 43 milhões de hectares de reservas legais não instituídas]

Talvez mais importante seja o fato de a borracha natural ser matéria-prima na fabricação dos pneus que equipam os caminhões que transportam a produção agrícola e industrial brasileira para os portos e grandes centros de consumo.

Mudanças estão acontecendo, ainda que em ritmo lento. A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural (CSBN), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), tem desempenhado papel importante nos últimos anos para a estruturação do setor. No momento, a atenção está voltada para a adequação e operacionalização das linhas de crédito disponíveis, dentre elas o recém-lançado Programa Agricultura de Baixo Carbono, ou Programa ABC.

Fonte: Heiko Rossmann – Agroblog.com.br

Postado em 31/01/2011

Governo estimula produção de borracha para atender crescente demanda interna

Mais crédito e melhores condições de financiamento buscam atrair o produtor. Bons preços e aumento do consumo da indústria automobilística são oportunidade para o setor

Produzir borracha no Brasil é um bom negócio. Nos últimos quatro anos, a indústria automobilística cresceu 27%. Em 2010, o crescimento registrado foi de 14%, o que aumentou a demanda pelo produto no país. Para incentivar a produção nacional, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ampliou o crédito disponível e facilitou as condições de financiamento para a safra atual (2010/2011). “Hoje, o Brasil atende a 30% da demanda interna de borracha natural. Queremos incentivar a autossuficiência que só será alcançada com elevados investimentos”, afirma Gustavo Firmo, chefe da Divisão de Florestas Plantadas e Culturas Permanentes do Ministério da Agricultura.

De acordo com Firmo, as projeções do consumo do produto mostram que vale a pena investir em novos seringais. Até 2030, estima-se que a demanda nacional vai alcançar um milhão de toneladas. Atualmente, a produção interna é de 130 mil toneladas. “As perspectivas de mercado para a borracha natural são muito otimistas. Os preços são os maiores dos últimos 10 anos”, destaca. O governo federal, com base nas perspectivas de mercado para produtos sustentáveis, criou mecanismos no Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 que beneficiam o setor.

A novidade para esta safra foi o lançamento do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) que dispõe de linha de crédito de R$ 2 bilhões. O programa permite, por exemplo, que o recurso seja direcionado ao plantio e à manutenção de florestas comerciais. O dinheiro pode ser utilizado também na adoção do sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. Os juros de 5,5% ao ano são vantajosos para o produtor rural.

Outros programas de investimento beneficiam a cadeia produtiva da heveicultura e aumentam a competitividade do complexo agroindustrial das cooperativas. O Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Propflora), criado em 2002, foi o primeiro voltado especificamente ao financiamento da implantação e manutenção de florestas para fins econômicos. Também tem como foco a recomposição e manutenção de áreas de preservação permanente e reserva florestal legal. O limite de financiamento do Propflora aumentou de R$ 200 mil por produtor, na safra passada, para R$ 300 mil, nesta safra, com taxa de juros de 6,75% ao ano.

Nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 44 milhões em crédito para investimento em seringais. “A heveicultura é economicamente viável. O negócio da borracha natural pode ser lucrativo para pequenos e grandes produtores. A procura por crédito para seringais ainda é muito pequeno diante do imenso potencial e do mercado promissor. As novas linhas de crédito, como o ABC, são mais um incentivo para que os produtores invistam na cultura”, ressalta Firmo.

O produto também faz parte da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), desde 2005. Hoje, o preço mínimo fixado para o produto é de R$ 1,53/kg de coágulo (borracha bruta).

Números

A produção nacional cresceu mais de oito vezes, nos últimos 18 anos, e chegou a 130 mil toneladas em 2010. Cerca de 80% da borracha natural consumida no mercado doméstico destina-se à indústria de pneumáticos. A produção interna est& aacute; concentrada em São Paulo (55%), Mato Grosso (14%) e Bahia (13%).

As exportações de borracha natural, em 2010, somaram US$ 29,5 milhões, com 7,4 mil toneladas. As importações totalizaram US$ 790,46 milhões (260,8 mil toneladas) em 2010. Foi o maior valor e o maior volume de borracha natural importada pelo Brasil, superando 2008. Naquele ano, foram importadas 243,7 mil toneladas a um valor de US$ 666,38 milhões. O principal fornecedor de borracha natural para o Brasil é a Indonésia (45% do total), seguido pela Tailândia (35%), maiores produtores mundiais de borracha natural.

A China se destaca no consumo deste produto com oito milhões de toneladas, na frente da Índia e dos Estados Unidos. Apesar de ocupar a segunda colocação em consumo no ano passado, a produção indiana atende a demanda interna, evitando a interferência do país no mercado internacional.

Fonte: Inez de Podestà e Laila Muniz (http://www.agricultura.gov.br)

Postado em 23/01/2011

Grupo de canadenses visita plantação de seringueira em Silva Jardim (RJ)

Um grupo de 38 canadenses visitou Silva Jardim (RJ) na última semana  para conhecer uma plantação de seringueira. A propriedade escolhida foi fazenda Pedacinho do Céu, no bairro Batalha. No local, os visitantes, 80% deles vivem da agricultura em seu país, ouviram explicações sobre a técnica utilizada na fazenda. A visita faz parte de um novo conceito de turismo: agrícola.

A vinda do grupo à cidade foi coordenada pelo agrônomo Patrick Rebieere, que há 15 anos organiza visitas técnicas no Brasil.  Esta foi a terceira vez que Rebieere traz um grupo de estrangeiros à cidade. “Queremos organizar mais roteiros em Silva Jardim e vende-los na França. Desta forma estaremos promovendo o município”, disse o agrônomo.

Para os visitantes, a ida às plantações só vem agregar valores. Já que tem a oportunidade de visualizar o funcionamento de toda produção. Maravilhada com o que viu na fazenda, a produtora de leite Brigitte Comtois, que organiza uma média de quatro a cinco viagens por ano em vários países, contou que ficou encantada como a organização da fazenda. “È tudo muito interessante, o local é limpo e com uma plantação bastante produtiva”, relatou a produtora que já visitou diversas outras plantações de seringueiras.

Também fez parte da comitiva, o representante do governo canadense, Rejan ST Pierre, que atua como um juiz agrícola em seu país nas questões agrárias.

Para o secretário de Agricultura, Abastecimento e Pesca de Silva Jardim, Rafael Badia, esse intercâmbio é importante para o município e, comprova o crescimento da agricultura e seu reconhecimento internacional.

Fonte: Prefeitura de Silva Jardim (http://silvajardim.rj.gov.br)

Postado em 20/01/2011

Bem-vindos ao novo Seringueira.com!

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Postado em 17/01/2011

Coxim discute sobre eucalipto e seringueira

As florestas plantadas têm crescido em um ritmo acelerado em Mato Grosso do Sul. Aos poucos, o segmento que está atraindo grandes investidores, vai se tornando um dos principais carros-chefes da economia do Estado. Por isso a importância de se discutir, atualizar e capacitar as pessoas envolvidas nessa cadeia produtiva.

Após as duas primeiras edições do seminário, em 2010, que levou informações sobre o setor aos produtores do interior, chegou a vez do município de Coxim receber o “3ª Seminário Plantar Floresta é um bom negócio – Eucalipto e Seringueira”, uma realização do Cointa e Famasul.

Ao todo serão dez palestras com os principais nomes do setor. Prova disso, é que essa edição vai contar com a palestra internacional, do argentino Martin Sanchez Acosta, um dos maiores especialistas em processamento de madeira sólida da América Latina. Ele vai falar, principalmente, sobre a experiência do desenvolvimento regional na Argentina baseado no uso do eucalipto.

Durante o evento também serão abordados alguns temas de interesse dos produtores como, o passo-a-passo para se plantar eucalipto, a forma de obter recursos para plantios florestais (FCO e Linhas de Crédito), Legislação Ambiental e Florestal de MS e o potencial florestal de Mato Grosso do Sul.

O Seminário será realizado no dia 24 de fevereiro, no Sindicato Rural de Coxim, localizado no Km 2 da rodovia MS 217.

As inscrições já podem ser efetuadas através do endereço eletrônico: www.seminarioflorestal.com.br, onde também podem ser obtidas mais informações.

Fonte: Redação – www.correiodoestado.com.br

Postado em 14/01/2011

Agricultores comemoram os resultados da safra de seringueira

Agricultores que cultivam seringueira em São Paulo estão comemorando os bons resultados da safra. A produção do látex está maior e os preços são compensadores.

As copas das seringueiras cheias e encorpadas significam uma safra de boa produção, que ganhou a ajuda muito importante do clima. A agricultora Naiara Ferreira administra a propriedade de 30 hectares em Bálsamo, na região noroeste de São Paulo. Na safra passada, foram extraídas 120 toneladas de látex. Agora, a expectativa é de uma produção ainda maior.

“Vamos ter um aumento de aproximadamente 10% em relação ao ano passado”, calculou Naiara.

O ouro dos produtores pinga dentro de canecas. Elas ficam cheias de látex. Além disso, o preço está bem competitivo. O valor médio do quilo é de R$ 2,50. No mesmo período do ano passado o produto era vendido por R$ 1,80.

O agricultor Antonio Carlos de Souza arrendou uma propriedade de cem hectares para plantar seringueiras. Ele está satisfeito com o investimento. “Com a entrada de produção de novas árvores em sangria que a gente está na propriedade, a gente espera um aumento de 30% na produção”, avaliou.

Mais lucro para ele significa geração de empregos e mais renda para o trabalhador rural José Féliz da Cruz, que tira o sustento da família no seringal. Dá para tirar uns dois mil. Até quem não sabe, está querendo trabalhar no seringal”, contou.

A mulher dele, a trabalhadora rural Lúcia Helena da Cruz, também é parceira na sangria do látex. “A gente espera que o tempo permaneça firme da maneira que está para que a gente possa trabalhar e continuar ganhando”, disse.

São Paulo é o principal estado produtor de borracha do país, com 58% da safra nacional.

Fonte: Globo Rural (http://globoruraltv.globo.com)

Postado em 10/01/2011

Agricultura de precisão é usada em seringais de MS

Com o desenvolvimento da AP (Agricultura de Precisão), novas técnicas permitem que cada área receba quantidades apropriadas de adubos e corretivos e tenha tratamento localizado de plantas invasoras, pragas e doenças que contemplem, além da aplicação minimizada de insumos, a redução de impacto ambiental. E um dos principais desafios da agricultura moderna é promover ganho de produtividade e economia de recursos.

Uma pesquisa que está sendo realizada em seringais do Estado de Mato Grosso do Sul busca, principalmente, diminuir o desperdício e gastos com insumos e aumentar a produtividade por hectare.

De acordo com o agropecuarista Evandro Dias Brandão, o projeto está sendo testado em cinco áreas piloto e, uma delas é na Fazenda Tambori, no município de Paranaíba a 410 km de Campo Grande capital sul-mato-grossense. “Depois de muitas conversas com professor doutor José Paulo Molin, da Esalq, conseguimos implantar o projeto. A AP já tem longo e vitorioso trabalho em outras culturas, sendo aplicadas por usinas e centenas de produtores. Agora vamos levá-la aos seringais para colher resultados similares”, afirma.

Fonte: Tribuna Livre

Postado em 09/01/2011

Pesquisadores de Sergipe testam o consórcio da seringueira com o cacau

Neste mês foi assinado um acordo de Cooperação Técnica entre a Seagri (Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Agrário do Estado de Sergipe) e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, do Mapa/Ceplac (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

O objetivo é realizar estudos, pesquisas e implantação de unidades demonstrativas com plantio de cacau de sequeiro e em consórcio com seringueira, e outras três espécies além de sistemas agroflorestais (SAFs).

Os pesquisadores da Ceplac Paulo Marrocos, José Basílio Vieira, Uilson Vanderlei Lopes e Maria das Graças Parada apresentaram estudos em que apontam cinco modelos para as unidades demonstrativas no território sergipano. Dentre eles sistemas agroflorestais com cacaueiros, seringueira, a pleno sol em regiões de pastagens com irrigação.

O secretário Paulo Viana destacou que o centro-sul de Sergipe tem 14 municípios com economia baseada na citricultura (cultivo ou plantação de frutas cítricas) e onde há necessidade de diversificação econômica. “No atual Governo temos buscado a diversificação, principalmente pelos efeitos da monocultura e porque, embora a agricultura familiar esteja fortalecida, precisamos oferecer alternativas aos agricultores”, declarou, acrescentando que o estado é o segundo produtor nacional de milho, quinto maior produtor regional de leite e precisa de soluções agronômicas de curto prazo.

Ainda de acordo com Paulo Viana, a Ceplac é uma instituição nacional de reconhecida competência técnica na extensão rural e na pesquisa. “Temos certeza de que sua valiosa cooperação fortalecerá nosso projeto de ampliar a matriz agropecuária sergipana”, afirmou o secretário. À tarde os técnicos envolvidos fizeram o detalhamento do Programa de Trabalho e as fontes de financiamento para o projeto que inicialmente deve envolver entre 10 e 50 propriedades e ter duração de cinco anos.

Fonte: Plenario

Postado em 09/01/2011

Seringueira adaptável a mudanças climáticas

Segundo estudo realizado pelo Rubber Research Institute, em Agalawatte, no Sri Lanka, a seringueira está entre as três melhores colheitas para serem usadas para mitigar as alterações climáticas.

Isto se deve à sua adaptabilidade às variabilidades climáticas esperadas e às capacidades de fixação de uma quantidade considerável de dióxido de carbono durante sua vida útil econômica de 30 anos.

A seringueira pode ser cultivada com sucesso em áreas úmidas, com cerca de 5.000 mm de precipitação anual, e também em áreas secas, com menos de 2.000 mm de precipitação anual. Atualmente, o cultivo de seringueiras tem sido realizado a partir do nível do mar, até altitudes de 750 m.

Segundo tal centro de pesquisas, a seringueira é capaz de fixar por volta de 1 tonelada de dióxido de carbono durante o seu ciclo de vida econômica e, portanto, dentro de um hectare de borracha com mais de 300 árvores, um mínimo de 300 toneladas de dióxido de carbono está previsto para ser absorvido.

Fonte: Natural Comunicação

Postado em 09/01/2011