Archive Dezembro, 2009

Técnica de enxertia eleva produção de borracha em Mato Grosso

Após 24 anos de experiências, chegou-se à fórmula ideal do chamado ‘tricomposto’, resistente a doenças

A partir de 2010, Mato Grosso produzirá 2,3 toneladas de borracha seca por hectare/ano. No Sudeste Asiático, o maior produtor mundial, a produção é de 2 t/ha/ano. É o que afirma o agrônomo Roberto Yokoyama. Chegar a esse índice, diz ele, é resultado de 24 anos de experiências desenvolvendo enxertias com o tricomposto, técnica que cria uma planta com duas enxertias: uma para o caule, oriunda do clone malesiano RRIM 600, e o outra para a parte aérea, o IAN 6543, que resultou num material tolerante ao fungo Microcyclus ulei, do mal das folhas, e mais resistente aos ataques de ácaro e percevejos de renda.

A técnica do tricomposto não é novidade, mas em Mato Grosso está sendo bem sucedida. O agrônomo diz que “a sorte foi ter encontrado dois materiais que interagiram numa combinação perfeita”.

As experiências na Guaporé Agropecuária, em Pontes e Lacerda, começaram em 1985/1986, quando seis tipos de combinação com RRIM 600 foram instalados. Foram avaliadas 180 plantas. Em 1997 a experiência foi feita numa escala maior, em 500 hectares, com 500 plantas. Os resultados foram bons. Em uma década, essa produção cresceu 13,6%. Em 1999, a quantidade produzida nos seringais do Estado totalizou 26.400 toneladas e este ano subiu para 30 mil toneladas, para uma área plantada 11% menor. A meta é começar a produção de seringueira com o tricomposto em 6 mil hectares com seringal nativo, até atingir os 160 mil hectares.

Fonte: FÁTIMA LESSA – O Estado de S.Paulo

Postado em 11/12/2009

Felizes com a borracha

Produtores de borracha de São Paulo estão satisfeitos com a safra deste ano. Além de a produtividade ser maior, houve aumento no preço da cultura.

As sete mil seringueiras do sítio do agricultor Nilton Troleis devem produzir nesta safra 30 toneladas de borracha. Esse é o resultado da boa produtividade nos seringais do noroeste paulista. Este ano, a produção total de cada pé deve ser até 20% maior do que na safra passada.

As chuvas nos meses de setembro e outubro anteciparam o início do período em que as seringueiras começam a produzir mais. Nesta época, por exemplo, os produtores costumam colher 300 gramas de coágulos por árvore. Mas, com a umidade maior, esta quantidade já dobrou.

Além do clima favorável, o preço anima os produtores. No início de 2009, quando chegou ao setor o reflexo da crise econômica mundial, o quilo do coagulo chegou a valer R$ 1,10, o menor preço nos últimos quatro anos.

Com a retomada das compras pela indústria automobilística, a maior consumidora da matéria-prima, o preço reagiu.

“Nós tivemos uma retomada muito significativa. Então, nós partimos de uma condição em fevereiro desde ano de US$ 1,3 mil a tonelada. Hoje, estamos numa condição de US$ 2,5 mil no mercado internacional. Esse US$ 2,5 mil é um preço acima da média histórica da borracha”, falou Troleis.

O agricultor Paulo Dantas deve colher nesta safra cem toneladas nos 13 mil pés em produção. Ele está satisfeito com os preços e com a possibilidade do aumento do lucro com a cultura. Tanto que já aumentou a área plantada e pretende continuar a expansão. “Tenho algumas em cana que assim que terminar os contratos, a gente vai investir em seringueira também”, planejou.

No Brasil, o preço do quilo do coágulo está saindo por R$ 1,55. São 45% mais que o registrado no mesmo período do ano passado.

Fonte: Globo Rural (30/11/2009)

Postado em 04/12/2009