Archive Novembro, 2009

Maggi lança programa de incentivo da seringueira para ampliar produção

O governador Blairo Maggi (PR) participou neste sábado (14), em Pontes e Lacerda (450 km a Oeste de Cuiabá) do Dia de Campo na Fazenda Triângulo, do grupo Guaporé Pecuária. O grupo faz parte de empresas âncoras do Programa de Desenvolvimento Regional – MT Regional. O governador visitou três estações de pesquisa da fazenda, que possui cerca de 1,5 milhão de pés de seringa. Na ocasião, Maggi apresentou o programa de incentivo da seringueira em Mato Grosso. As informações são da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom-MT).

O Programa de Implementação da Heveicultura no Estado de Mato Grosso tem como meta transformar o Estado no segundo produtor de borracha natural do Brasil em um prazo de 20 anos. Serão atendidas 30 mil famílias e serão gerados aproximadamente 150 mil empregos indiretos. O orçamento é de R$ 89 milhões que serão custeados pelos Ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com o governador Blairo Maggi, trata-se de um grande avanço do Estado no sentido de diversificar as culturas existentes e resgatar uma dívida histórica já que o Estado na década de 20 era o maior produtor de borracha do país. “É um grande avanço dessa cultura desejável que vai ao encontro com as reservas legais e as áreas de preservação ambiental”, afirmou.

“A proposta do Governo é fixar o homem no campo e, com isso, evitar o êxodo rural. Além de promover a qualidade de vida entre os pequenos produtores mato-grossenses”, destacou Blairo Maggi.

O prefeito de Pontes e Lacerda, Newton Miotto, disse que a proposta do Governo é bastante eficaz em criar alternativas que favorecem o fortalecimento da agricultura familiar. Segundo ele, a Prefeitura disponibiliza um viveiro clonal construído em parceria com o Governo via MT Floresta. O espaço disponibiliza 60 mil mudas. São repassados dois hectares de mudas de seringueira para cada produtor. O objetivo, segundo Miotto é elevar para seis hectares para os próximos anos.

Conforme o secretário de Projetos Estratégicos, José Aparecido dos Santos, Mato Grosso passará por uma outra realidade consistente na cultura da seringueira. O secretário considera um resgate histórico o fato do Governo promover o desenvolvimento dessa cultura entre os municípios. “São inúmeros benefícios que serão proporcionados entre eles a reposição florestal, aumento da renda e geração de emprego no campo”, avaliou.

Atualmente o Estado é o terceiro maior produtor de látex do país com 13,9% da participação nacional. São Paulo é primeiro com 54,6%; seguido pela Bahia com 16,2% da produção de borracha. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do ano de 2005. A produção nacional é de 110 toneladas por ano.

CONSUMO

O consumo do país é de 370 mil toneladas de borracha. O Brasil importa dois terços do látex que consome. Os maiores produtores são os países do Sudeste Asiático – Tailândia, Indonésia e Malásia.

Até 1920 o país era o maior produtor de borracha do mundo. Eram produzida em média 45 mil toneladas de modo extrativista. Houve um retorno da produtividade em 1970 com o desenvolvimento de técnicas e o incentivo do Governo Federal por meio do Programa de Incentivo à Produção de Borracha (Probor), que chegou a ter três edições durante o processo de implantação em todo o país.

INDÚSTRIAS

O Estado de Mato Grosso possui três indústrias de beneficiamento de borracha. A maior unidade está instalada no distrito de Ouro Branco, pertencente ao município de Itiquira, localizado na região Sul do Estado.

Para o governo de Mato Grosso, o beneficiamento da borracha in natura é autosuficiente quanto à demanda de matéria-prima. Segundo Maggi, com o fortalecimento da cultura nos próximos anos, caberá ao Governo oferecer medidas, como é o caso de incentivos fiscais como a isenção de ICMS, para instalação de novos investidores para acompanhar o desenvolvimento da cadeia produtiva.

O governador Blairo Maggi disse que os investimentos dependem não só do Governo, mas sim da iniciativa privada e outros setores financeiros. “Com a idealização do programa da heveicultura vamos lutar para a instalação de uma indústria de pneus para máquinas pesadas aqui em Mato Grosso”, destacou.

Fonte: olhardireto.com.br – Dados: Secom-MT

Postado em 16/11/2009

Produção de borracha aumenta 13,6% em MT

A produção de borracha em Mato Grosso cresceu 13,6% na última década. Em 1999, a quantidade produzida nos seringais do Estado totalizou 26,4 mil toneladas e este ano subiu para 30 mil toneladas. A variação é pequena, mas não pode ser subestimada já que no mesmo período a área plantada reduziu 11,3%, baixando de 44 mil hectares para 39 mil hectares (dados extraoficiais). A borracha foi uma das riquezas do Estado, com bastante relevância para a economia mato-grossense no século passado.

A produção de borracha em Mato Grosso cresceu 13,6% na última década. Em 1999, a quantidade produzida nos seringais do Estado totalizou 26,4 mil toneladas e este ano subiu para 30 mil toneladas. A variação é pequena, mas não pode ser subestimada já que no mesmo período a área plantada reduziu 11,3%, baixando de 44 mil hectares para 39 mil hectares (dados extraoficiais). A borracha foi uma das riquezas do Estado, com bastante relevância para a economia mato-grossense no século passado.

Para se ter uma noção, na década de 1980, o Estado contava com uma plantação total de 63 mil hectares, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão que estima que a plantação estadual neste ano seja igual à de 10 anos atrás, informação que difere da apurada pelos institutos de pesquisa mato-grossenses, que apontam para um plantio inferior a 40 mil hectares. O levantamento estadual é apurado junto aos produtores.

A redução no plantio de seringueiras tem motivos. A falta de investimento nos seringais, especialmente na multiplicação de clones de boa genética (que garantem alta produtividade) fez com que os produtores aos poucos fossem abandonando a cultura, e com isso a área plantada registrou gradativa queda ao longo dos últimos 10 anos. E para passar a ser um dos importantes produtores nacionais, institutos de pesquisa como a Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer) começaram a desenvolver estudos com a borracha, no intuito de aumentar a produtividade.

Novos clones, de maior potencial produtivo voltaram a ser cultivados e a expectativa é que a heveicultura mato-grossense seja retomada e passe a ser uma nova fonte de renda, especialmente para os pequenos produtores, já que uma das características desta atividade é a fixação do homem ao campo, uma vez que os trabalhos são manuais e é necessário acompanhamento constante das plantações.

O engenheiro agrônomo David da Silva, que pesquisa borracha pela Empaer há 25 anos, lembra que no passado, com a baixa produtividade das seringueiras e a falta de tecnologia para fomentar a produtividade, a produção aos poucos foi deixada de lado, cedendo espaço para culturas mais rentáveis. Ele afirma que houve um período em que o preço da borracha caiu, o que se caracterizou como mais uma razão para abandonar a atividade.

“Entre 1980 e 1985, o Estado participou do Programa de Incentivo à Produção de Borracha Natural (Probor) e elevou a área plantada para 63 mil hectares, mas como o preço no mercado estava em baixa, muitos produtores ficaram desmotivados, já que o produto importado tinha o preço tão competitivo quanto o produzido em território nacional”.

Fonte: Instituto Tecnológico da Borracha (www.iteb.org.br)

Postado em 11/11/2009

Michelin vende área de seringueiras em MT

A Plantações Michelin do Mato Grosso, controlada pela multinacional francesa dos pneus, acertou a venda de uma área com cerca de 8 mil hectares plantados com seringueiras, no município de Itiquira (MT), para o Grupo Maggi. O valor da transação não foi revelado. A decisão de abandonar a exploração agrícola extensiva da seringueira na região se deveu, segundo a empresa, a razões climáticas.

” Concluímos que não valia a pena manter a produção em escala industrial porque as árvores não davam uma produtividade que justificasse a atividade agrícola em função das condições agroclimáticas ” , disse Carlos Eduardo Pinho, diretor de comunicação da Michelin para a América do Sul.

Dados da empresa mostram que, a partir de 2003, a produtividade nos seringais de Itiquira situaram-se, em média, em menos de uma tonelada de borracha seca por hectare ao ano. Em São Paulo, o maior produtor do país, a média fica em torno de 1,5 tonelada por hectare. Na África e na Ásia, a produtividade é de cerca de 2 toneladas por hectare.

Pinho disse que a decisão da empresa de se instalar em Mato Grosso foi tomada há 30 anos, quando a Michelin quis fazer uma experiência de plantio de seringueira onde não houvesse o fungo Microcyclus-ulei, o chamado mal das folhas. Essa é uma praga presente nas regiões úmidas da América do Sul. O fungo faz as árvores mais antigas perderem até 50% de produtividade e as mais novas ficarem mirradas e até morrerem.

A empresa comprou 10 mil hectares em Itiquira e iniciou uma plantação industrial, o que envolveu trabalho de correção de solos, formação de viveiros e adaptação das seringueiras à região. Também montou-se uma fábrica para beneficiamento da borracha. A partir do início desta década, constatou-se que as árvores não tinham a mesma produtividade de outras regiões.

Pinho disse que a Michelin vai manter a fábrica de beneficiamento, com capacidade de sete mil toneladas por ano a qual será abastecida com matéria-prima comprada de terceiros. ” Também vamos manter a assistência técnica aos produtores da região e a pesquisa sobre resistência ao fungo [que não atacou as árvores em Itiquira] ” , disse. Segundo ele, dos 580 funcionários da empresa em Mato Grosso, 70 continuarão empregados. Entre os demitidos, 180 famílias poderão se candidatar a um programa de agricultura familiar do governo.

Fonte: Francisco Góes – Valor

Postado em 06/11/2009