Archive Outubro, 2009

SP: látex extraído da seringueira é usado na produção de tecidos

A técnica já é aplicada de forma artesanal no norte do país. No município de Magda uma fábrica está conseguindo produzir em escala industrial.

O látex extraído da seringueira está sendo usado na produção de tecidos em São Paulo. A técnica já é aplicada de forma artesanal no norte do país. Mas no município de Magda, uma fábrica está conseguindo produzir em escala industrial.

Foram 15 anos trabalhando no seringal da família, mas o agricultor Tony Ferreira não queria mais apenas vender o látex produzido para usinas de beneficiamento. “Nós ficávamos muito nas mãos dos usineiros. Então, a gente corria aquele valor instável”, disse.

Ele levou do norte do país a técnica artesanal de transformar o látex em tecido. Mas o processo foi adaptado para escala industrial. Vinte toneladas de látex líquido são transformadas em 30 mil metros de tecido vegetal de varias cores e espessuras.

“O látex fica armazenado no reservatório, descendo por gravidade, espalmado em cima de uma manta de tecido ecológico, de algodão ecológico”, explicou Ferreira.

São várias as etapas de secagem até o produto ficar pronto. A resistência, segundo os fabricantes, é semelhante à do couro e de materiais sintéticos, feitos a partir de derivados de petróleo. Mas o preço ainda é 20% maior.

Dez anos de pesquisa fizeram o látex do seringal se transformar em matéria-prima para uma grande variedade de produtos. O chamado tecido vegetal é vendido principalmente para indústrias de calçados, confecções e de artigos esportivos.

A jaqueta, o colete e a calça parecem de couro, mas tudo é feito a partir do tecido de látex, que também serve para fazer tênis, coturnos, bolsas e nécessaire. O destaque é para a bola, que parece comum, mas é muito especial.

Fonte: Globo Rural (Assista o vídeo)

Postado em 26/10/2009

Análise comparativa da heveicultura no Estado de São Paulo

RESUMO: Este estudo teve por objetivo analisar a cultura da seringueira nos aspectos socioeconômicos, tecnológicos, agronômicos e ambientais relevantes para a heveicultura no Estado de São Paulo. Analisaram-se as diferenças entre os períodos de 1995/96 e 2007/08.

O universo do estudo são os heveicultores paulistas enumerados no levantamento Censitário de Unidades de Produção Agropecuária (Projeto LUPA), realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, nos períodos 1995/96 e 2007/08.

Para avaliar a dinâmica da substituição de uso do solo entre os heveicultores, ou seja, se aumentaram ou introduziram a atividade, foi realizada uma segmentação destes por meio da análise de agrupamento.

Concluiu-se que o setor está crescendo com sinais claros de expansão de área, sendo esta uma lavoura estratégica do ponto de vista do emprego agrícola, mais precisamente, na fixação de famílias residentes no meio rural.

A expansão da cultura da seringueira é relevante sobre o prisma ambiental pela sua capacidade de estocar carbono, bem como por substituir pastagens mal manejadas, que contribuem para o aumento do teor de carbono na atmosfera.

Clique aqui e veja o documento completo.

Fonte: IEA – Informações Econômicas (set/2009)

Postado em 26/10/2009