Archive Março, 2009

Móvel de seringueira

O Brasil pode, em breve, exportar móveis produzidos com madeira de seringueira. No momento, estão sendo realizados estudos para o aproveitamento da matéria-prima pela indústria moveleira e um inventário do cultivo de seringueira no Estado de São Paulo. O trabalho, realizado pelo Instituto Florestal (IF), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente, deve estar concluído em outubro. Nessa área, o potencial de ganho da indústria brasileira é muito promissor. A Malásia, por exemplo, fatura cerca de US$ 1 bilhão por ano com produtos fabricados com madeira de seringueira.

De acordo com o diretor-geral do Instituto Florestal, Francisco Kronka, as possibilidades para a incorporação econômica da madeira de seringueira são enormes em São Paulo. “As seringueiras ocupam área em torno de 80 mil hectares e estão no noroeste do Estado, na região dos pólos moveleiros de Votuporanga e Mirassol. A madeira, em tom amarelado, é comprovadamente boa para a fabricação de móveis e o custo também é atraente”, afirma. O estudo mostra que, além do látex, São Paulo é o maior fornecedor de borracha natural do País, respondendo por 50% da produção. O produtor paulista poderá ter renda adicional com a venda de madeira. (Agência Envolverde)

Fonte: Agencia Estado

Postado em 20/03/2009

Tipos de sangria de seringueira e seus benefícios

Existem dois tipos de sangrias de seringueira bem definidos – a sangria descendente e a ascendente. A sangria ascendente, se bem feita, produz de 20 a 30% mais que a sangria descendente.

A sangria descendente, mais conhecida e mais aplicada, é feita em meio espiral. Para isso, é medido o perímetro do tronco e dividido ao meio. Se uma árvore tem 45 cm de perímetro, por exemplo, é utilizado para o painel de sangria 22,5 cm do perímetro da mesma. O painel da sangria descendente é feito a partir de 1,4 m de altura da árvore da seringueira para baixo, onde o sangrador começa a tirar a casca para realizar a sangria.

Já a sangria ascendente é realizada quando toda a casca virgem da planta acabou na sangria descendente. Permite um descanso maior para a casca, geralmente usada nos 12 primeiros anos de vida da árvore. O engenheiro agrônomo da fazenda Santa Helena, Marcos Roberto Murbach, explica que sangria ascendente é feita no mínimo por seis anos, para depois voltar a sangrar a casca de forma descendente, com a casca já regenerada. “Só é possível fazer essa sangria caso haja painel a essa altura, o que exige pelo menos 3 m de altura do tronco”, justifica.

ASCENDENTE x DESCENDENTE

Há algumas diferenças entre as sangrias. Uma delas é o ângulo, que na descendente é de 33 a 35 graus, enquanto na sangria ascendente é de 45 a 47 graus. Além disso, na primeira o látex vem pendurado, pois como o corte na árvore sobe, o látex vem de ponta.

Quando a sangria é descendente o látex desce dentro da canaleta. Mas na sangria ascendente a canaleta é de ponta cabeça, e por isso é importante um painel com declividade superior a 45º, provocando um efeito de atração de gota atrás de gota do látex escorrendo para a bica.

Há duas modalidades da sangria ascendente:

• 1/4 de espiral remutante, que sangra igualmente para cima e para baixo;

• 1/3 de espiral, em que é feita a sangria ascendente.

Com cuidado e tecnologia é possível sangrar uma seringueira por 20 anos somente em casca virgem. Somando esse período aos sete anos que levou para a formação da seringueira, o produtor só começa a extrair o látex de casca regenerada a partir do 27° ano da planta. Marcos Roberto lembrando que isso só acontece se for feito um manejo adequado da seringueira, que inclui um bom plantio, condução da tora a 3 m para obtenção de grande painel de extração, sistema de sangria descendente e em seguida o sistema de sangria ascendente. Esses cuidados permitirão uma longevidade da sangria de no mínimo 50 anos.

A primeira sangria é realizada aos sete anos da seringueira. São sangrados em torno de 12 a 15 cm anuais, consumindo todo o painel descendente da árvore em 12 anos. A partir daí, caso não seja adotado o sistema de sangria ascendente, no 13° ano o produtor voltará a sangrar uma casca regenerada, a qual muitas vezes não está totalmente recuperada. Optando pela sangria ascendente, a casca regenerada descansa por mais seis anos.

EXPERIMENTO QUE DEU CERTO

Na fazenda Santa Helena realizaram a sangria ascendente por seis anos e agora estão voltando a sangrar na casca regenerada. “Estamos tendo um ganho de produtividade grande, pois a casca ficou seis anos a mais descansando, o que permitiu uma recuperação total da árvore”, declara Marcos Roberto.

Ele não mensura ganho de produtividade direto com o sistema ascendente de sangria visto que o plantio de seringueira tem evoluído a cada ano, melhorando a técnica com produtos estimulantes de adubos. Além disso, há o ganho em produtividade a cada ano com o controle de ervas daninhas, de pragas, moscas e ácaros.

MÃO-DE-OBRA QUALIFICADA

Marcos Murbach salienta que ainda há muito a fazer para melhoria da produtividade dos seringais, como a mão-de-obra, que deve ser qualificada. Na opinião do agrônomo, este é um dos fatores mais importantes para a produção. “Toda a vida da seringueira está na mão do sangrador, por isso, ele deve ser treinado para realização de sangria ascendente e descendente. Se ele ferir a árvore ou o câmbio, dificultará a recuperação de casca, que virá cheia de caroço e prejudicará a sangria futura”, alerta.

O horário que o sangrador chega ao seringal também é importante, já que a fiscalização do trabalho alheio vai onerar ainda mais o custo de produção.

Fonte: www.revistacampoenegocios.com.br

Postado em 19/03/2009

Macro e micronutrientes incrementam qualidade do látex

A seringueira é uma planta da Amazônia, região de solo pobre, o que a torna facilmente adaptável a solos de fertilidade não muito elevada. Comercialmente a adubação da seringueira é importante para melhorar o desempenho da produção de látex.

Uma planta exige todos os macro e micronutrientes. Segundo o engenheiro agrônomo e pesquisador aposentado do IAC, com especialidade em nutrição e adubação de plantas, Ondino Cleante Bataglia, um seringal com 20 anos de idade, por exemplo, precisa de mais de mil quilos de nitrogênio por hectare, 800 kg de potássio e 200 kg de fósforo, principais nutrientes contidos nos adubos.

A adubação é feita anualmente, dividida em duas ou três parcelas para melhor aproveitamento desses nutrientes, explica Ondino. “A seringueira tem a vantagem de um sistema radicular intenso, profundo e disperso no solo de modo que aproveite bem a adubação. Mesmo que haja chuvas e lixiviação de nutrientes, a seringueira não os perde”, completa.

CUSTO X BENEFÍCIO DE UMA BOA NUTRIÇÃO

Supondo a aplicação de 01 kg de adubo por planta, o custo sairá em torno de R$ 1,50/planta, de modo que ela precisa produzir pelo menos 01 kg a mais de látex por planta para compensar essa adubação. “Uma boa seringueira normalmente produz 10 kg de látex por ano. Se com a adubação o produtor conseguir acrescentar 01 kg com essa adubação, já paga pela borracha produzida a mais”, garante Ondino Cleante.

O crescimento da planta e a qualidade do látex estão relacionados também à nutrição da planta. Alguns experimentos mostram que a aplicação de 100 kg de potássio, por exemplo, aumenta 400 kg de borracha por ano.

As principais respostas são obtidas a partir do potássio. Em solos relativamente pobres, à medida que a planta cresce, ela imobiliza o nutriente, que não volta para o solo. Ele fica na planta e por isso é preciso que seja reposto.

As plantas normalmente exigem uma série de nutrientes, mas a seringueira pela extensão do sistema radicular consegue mobilizar micronutrientes. “A seringueira sempre dá um jeito de buscar esses nutrientes na camada mais profunda do solo para se abastecer, mas os macronutrientes geralmente têm que ser repostos”, conta o pesquisador do IAC.

EVITE PREJUÍZOS

O erro mais comum cometido pelos heveicultores é não fazer a adubação. Como a seringueira é uma planta rústica, que de qualquer modo cresce e se desenvolve, o agricultor não aduba e então a árvore perde em tamanho de copa, com menos folhas para produzir látex. Outro erro frequente, na opinião de Ondino Cleante, é a falta de base técnica, como análise de solo e análise de planta, que são primordiais nesta cultura, como em qualquer outra, já que são elas que indicam os nutrientes que estão faltando ou sobrando.

Se há uma análise com teores de médio para cima, significa que o solo está bem suprido de nutrientes e a adubação pode ser reduzida ou eliminada. “A análise de folha, por exemplo, é uma checagem para saber se aquele solo está nutrindo bem a planta e raramente é feita pelo agricultor, primeiro porque a folha da seringueira é muito alta, o que dificulta a sua colheita, e segundo por falta de hábito. Grandes empresas comerciais possuem sistema de monitoramento que permite saber se há ou não necessidade de adubação”, comenta o pesquisador.

É importante que o agricultor conheça quais produtos está comprando e se são realmente necessários, porque o processo de vendas é muito forte e às vezes o agricultor compra o que não precisa e deixa de comprar o que é necessário.

Fonte: www.revistacampoenegocios.com.br

Postado em 06/03/2009

Encontros de incentivo à heveicultura (APABOR)

A Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (APABOR), com sede em São José do Rio Preto (SP), irá promover, no ano de 2009, uma séria de encontros regionais com produtores rurais objetivando levar informações de ponta e estimular o cultivo da seringueira no Estado de São Paulo. Recentemente reeleita para um novo mandato de três anos, a diretoria da Associação, que tem à frente o Engenheiro Agrônomo Jayme Vazquez Cortez, decidiu adotar, como uma de suas principais metas de trabalho, essa aproximação com os produtores de todo o estado. A programação final de todos os encontros ainda está para ser oficialmente definida, mas provavelmente serão seis eventos regionais, nos municípios de Jales, Tanabi, Macaubal, Presidente Prudente, Tabapuã e Barretos. O primeiro encontro já está confirmado para Jales e acontecerá no dia 07 de março, próximo sábado. Mais informações podem ser obtidas diretamente no site da APABOR (www.apabor.org.br).

A APABOR, que também é uma das principais patrocinadoras do Sistema de Informações da Borracha Natural Brasileira, atualmente é a instituição mais representativa do setor de borracha natural no Brasil. Formada por heveicultores e usinas de beneficiamento, a Associação foi criada no ano de 1992 e sempre esteve à frente dos principais assuntos do segmento. Apesar de ser uma associação estadual, já tem grande inserção e colabora com diversas atividades em outros estados. A APABOR também é a única instituição brasileira que faz parte oficialmente do Grupo Internacional de Estudo da Borracha, o IRSG, atualmente com sede em Cingapura.

EVENTOS 2009 APABOR

07/03/2009
Workshop Seringueira em Jales

17/04/2009*
Workshop Seringueira em Tanabi

13/06/2009*
Workshop Seringueira em Macaubal

15/08/2009*
Workshop Seringueira em Presidente Prudente

17/10/2009*
Workshop Seringueira em Tabapuã

12/12/2009*
Workshop Seringueira em Barretos

* Sujeito a alteração.

Fonte: www.apabor.org.br

Postado em 02/03/2009