Archive Janeiro, 2009

Exploração da Madeira

USOS DA MADEIRA

A madeira de seringueira tem se tornado uma fonte importante de renda após a exploração do látex da cultura, principalmente na Malásia, onde 70% da madeira utilizada vem da seringueira, exportando para o Japão para produção de móveis ao preço de US$ 220/m3. Geralmente, quando a produção de látex em um talhão não é mais economicamente viável, procede-se a derrubada das árvores, seguida do replantio da área. A madeira ramanescente pode ser utilizada como combustível ou celulose, e com o tratamento químico, pode ser utilizada na indústria de móveis (Kamala & Rao, 1989) e na fabricação de portas, janelas, formas para concreto armado, vigas, colunas, painéis e artigos domésticos como a madeira compensada (Haridasan, 1989). Segundo Pushpadas et al. (1980) as árvores no final da sua vida produtiva apresentam um perímetro médio do caule em torno de 110-100 cm (125 cm acima do solo), sendo aptas para corte aproximadamente 184 árvores/hectare. De uma árvore obtêm-se 0,62 m3 provenientes do tronco e cerca de 0,39m3 provenientes dos ramos laterais, totalizando 1,10 m3 / árvore. Segundo Haridasan (1989) em um hectare de seringal com 450 árvores, 200 árvores são aptas para corte, com a produção de 1m3 / árvore. Peries (1990) confirma a possibilidade de extração de 130-180 toneladas de madeira/ha em um seringal no final do seu ciclo produtivo.

PROPRIEDADES

Normalmente a coloração de madeira se assemelha ao branco (Figura 1 e 2), às vezes pode apresentar um aspecto marrom claro ou amarelado. A densidade gira em torno de 560 a 650 Kg/ m3, e a umidade da madeira recém-cortada é de aproximadamente 60%, podendo ser reduzida para 15% quando seca ao ar, exigindo pelo menos 10 dias de exposição nessas condições (Haridasan, 1989). O grande problema da utilização dos produtos provenientes da madeira de seringueira é a alta susceptibilidade ao ataque de fungos e insetos (besouros e cupins), devido à ausência de cerne na madeira e a um alto teor de amido e açúcares (Tabela 1) (Peries, 1990), necessitando, portanto, de um tratamento profilático logo após o corte, em um período menor que 24 horas (Prakash, 1990). Além disso, problemas de contração da madeira, devido a existência de tração (Haridasan, 1989), dificultam a sua utilização (Rao et al., 1990). A ocorrência de tração é natural, e não pode ser evitada, porque suas causas ainda não são muito conhecidas. Para tentar minimizar esses problemas na madeira recomenda-se proteger o seringal do vento (quebra-ventos), diminuindo as torções dos ramos, troncos e a quebra das árvores.

TRATAMENTO

Segundo José et al. (1989) os fungos mais comuns que deterioram a madeira são: Botryodiplodia theobromae associado com Aspergillus spp., Penicillium spp. e Fusarium spp., entre outros. A recomendação de tratamento químico na madeira é a mesma para outras madeiras em geral. A escolha do tratamento mais adequado depende da finalidade a que se destina o material. Segundo Haridasan (1989), os métodos mais utilizados são o tratamento por difusão e por vácuo. O primeiro é o método mais comum, e consiste em pulverizar ou imergir a madeira logo após o corte em uma mistura de sódio pentaclorofeno1 (contra fungos), bórax à 1-2% (contra insetos) e ácido bórico à 25%. São necessárias três semanas para completar o tratamento. Cada prancha é mergulhada na solução por 5 a 10 minutos e empilhadas uma sobre as outras com um pequeno espaço entre cada uma delas, posteriormente a pilha deve ser coberta com uma lona de polietileno por três semanas. Normalmente utiliza-se esse tipo de tratamento em móveis que não serão expostos à chuva, pois o boro absorvido pelas células de madeira é solúvel em água, sendo facilmente lixiviado. Segundo Tan et al.(1979) o tratamento por difusão protege a madeira apenas superficialmente. O outro processo consiste em impregnar às células da madeira com uma solução de cromo e arsênio, através de pressão e vácuo, permitindo uma maior resistência da madeira, por um período prolongado. Uma completa infiltração da solução é conseguida sem dificuldades em uma tábua de 5 cm de espessura, quando colocada por duas horas sob 15 Kg/cm2 de pressão, mas é necessária secagem prévia da madeira. Esse método não preserva a coloração natural da madeira.

Fonte: -

Postado em 28/01/2009

Argentina torna mais burocrática a importação de pneus

Brasil será o principal atingido pela medida, pois é o maior fornecedor estrangeiro de pneus para o país vizinho

O governo argentino anunciou que aplicará um sistema de licenças não automáticas para as importações de pneus. O Brasil será o principal atingido pela medida, pois é o maior fornecedor estrangeiro de pneus para Argentina. As licenças não automáticas – que tornam mais lentas a entrada dos produtos, pois implicam autorização prévia das autoridades para a importação dos produtos – serão adotadas para pneus de automóveis, ônibus, caminhões e máquinas agrícolas.

Esta é mais uma medida do governo da presidente Cristina Kirchner para proteger a indústria nacional de supostas “invasões” de produtos provenientes do exterior ou de hipotético dumping nas importações. As fábricas argentinas de pneus (novos e recauchutados) produziram no ano passado 11 milhões de unidades, 9% menos do que em 2007. A importação de pneus alcançou a faixa de 5,6 milhões de unidades, o que equivale a aumento de 106% em comparação com o ano anterior. Segundo o Ministério da Produção, parte dos pneus importados em 2008 entrou no país com “preços notoriamente baixos”.

Em 2008, segundo a consultoria Investigações Econômicas Setoriais (IES), 54% dos pneus importados pela Argentina foram provenientes do Brasil. A China é o segundo maior fornecedor, responsável por 8,3% dos pneus vendidos ao mercado argentino. O Japão ocupa o terceiro posto, com 5,5%, enquanto a Alemanha é responsável por 3,7%.

Segundo o Ministério da Produção, a decisão argentina de aplicar licenças não automáticas tem a ver com o sócio do Mercosul, já que “o Brasil estabeleceu em dezembro passado um direito antidumping provisório para as importações de pneus provenientes da China” e por esse motivo a medida “tem a intenção de evitar a entrada no país de excedentes de produção que atualmente não podem ser vendidos no Brasil”.

Além disso, o Ministério da Produção sustenta que a medida de licenças não automáticas “tende a contrabalançar a concorrência desleal de importações”. Segundo o ministério, as fábricas de pneus na Argentina – que empregam 3.800 funcionários – integram um setor “que fez significativos investimentos locais e que exporta para vários países”. Nas últimas semanas o governo declarou a abertura de investigações sobre dumping em multiprocessadores de alimentos e a criação de uma mesa de controle para a entrada de produtos da cadeia de alumínio (neste caso, mais de 40% dos produtos importados são provenientes do Brasil).

Fonte: Ariel Palacios, da Agência Estado

Postado em 26/01/2009

Madeira das seringueiras poderia ajudar a Libéria a se recuperar

À medida que a sólida indústria da borracha acorda, depois de anos de guerra civil e instabilidades, ela precisará cortar e replantar mais de 55.000 ha de seringueiras velhas que atualmente produzem quantidades muitas baixas de látex. O governo da Libéria, com o apoio do Centro para o Comércio na África Ocidental de Acra, está encorajando o uso de tecnologias para transformar as seringueiras a serem cortadas em madeira valiosa, com qualidade de exportação, e em móveis, ao invés de simplesmente deixá-las apodrecerem ou serem queimadas como carvão.

“As seringueiras velhas, de pouco valor econômico, precisam ser cortadas para dar espaço a novas. É uma perda econômica e ambiental não usar a madeira da forma mais eficaz possível”, explicou Gustav Adu, o especialista em comércio de produtos de madeira do Centro. “Quanto mais cedo a Libéria adquirir a tecnologia e a perícia para processar a madeira da seringueira, tanto maiores serão os benefícios para o país e os seus cidadãos”.

Uma foto da cobertura florestal na Africa Ocidental e Central

Processar a madeira da seringueira – serrá-la em tábuas, tratá-la quimicamente e secá-la em fornalhas – não é complicado, mas isto tem de ser feito dentro de um período estrito de três dias depois do corte, porque a madeira é danificada rapidamente por fungos e insetos. O governo da Libéria quer compartilhar este conhecimento com proprietários de fazendas de seringueiras do país, especialmente os 60% das fazendas pequenas e médias. A Libéria também está levando em conta a idéia de seus centros de treinamentos práticos ensinarem o processamento da madeira da seringueira, com o objetivo de lançar o processamento comercial em 2008.

“A madeira da seringueira tem um tremendo potencial – ela será transformada do ponto de ser vista como algo que é quase totalmente inútil para algo considerado valioso para a produção de móveis. E isto acrescentará uma renda consistente tanto para os proprietários das seringueiras quanto para as indústrias locais”, disse Attah Alhassan, Diretor Executivo da Divisão de Desenvolvimento da Indústria da Madeira junto à Comissão Florestal do Gana. “Agora é o momento perfeito para isto – a cor clara da madeira da seringueira pode satisfazer a demanda geral por madeiras claras na Europa e na América do Norte”.

Floresta de seringueiras na Liberia

O tremendo potencial da madeira da seringueira surgiu em junho durante o Fórum de Desenvolvimento do Comércio na Libéria e a Oficina do AGOA, da qual o Centro participou. A pedido do Ministro da Indústria e do Comércio do país, Olubanke King-Akereke, Adu voltou à Libéria em agosto para dirigir treinamentos e apresentações de conscientização sobre o processamento da madeira da seringueira, bem como para identificar empreendedores dispostos a assumir o risco.

O sucesso dependerá destes operadores e da velocidade com que eles processam a madeira. A Libéria poderia ganhar mais de US$ 2 milhões por ano se 3% de suas seringueiras passadas da idade fossem cortadas a cada ano e pelo menos 15% destas árvores cortadas com madeira de qualidade fossem processadas para transformá-las em tábuas para exportação. Os rendimentos facilmente poderiam exceder estes prognósticos, porque as seringueiras, negligenciadas durante uma década, cresceram enormemente, produzindo potencialmente muito mais tábuas.

“A Libéria está pronta para o desenvolvimento nacional. Nós estamos trabalhando duro para chegarmos onde já estávamos antes e, a partir daí, seguir adiante de forma rápida”, disse Olubanke King-Akereke, Ministro do Comércio e da Indústria. “Nós estamos prontos para aprender, prontos para investir, prontos para levar a tecnologia às pessoas”.

Gustav Adu, do WATH, mostrando uma seringueira já cortada

Para apoiar a iniciativa da Libéria, o Centro está estabelecendo contatos com o Centro de Treinamento das Indústrias da Madeira no Gana, o único país na África Ocidental a processar a madeira da seringueira para transformá-la em tábuas. O WATH planeja conectar grupos de interesse da Libéria com informações técnicas e de mercado do líder nesta indústria, a Malásia, e fornecerá assistência técnica em comercialização e financiamento. A Malásia começou a processar as seringueiras para transformá-las em tábuas na década de 1990 – 80% de seus móveis exportados atualmente são feitos com madeira de seringueira.

“O governo da Libéria e as associações de seringueiros estão prontos para agir rapidamente”, disse Adu. “Uma vez que a madeira com qualidade de exportação seja produzida e o mercado surja, nós estaremos prontos para introduzir o processamento posterior de valor agregado, tais como os móveis e os componentes de móveis para a exportação”.

Fonte: www.watradehub.com – por Julianna White

Postado em 21/01/2009

Borracha acreana é utilizada em sapato orgânico na França

Folha líquida defumada (FDL) agregou valor ao látex e melhorou a qualidade de vida do seringueiro

“A minha vida é cortar seringa, é o que eu gosto de fazer”, revelou Pajoca que havia trocado a seringa pela motoserra. Pajoca, como é conhecido o seringueiro João Batista de Araújo, começou a cortar seringa aos 8 anos. Abandonou a cabrita e as tijelas alguns anos depois e comprou uma moto-serra, apesar da paixão pela vida de seringueiro. Essa mesma paixão o fez reabrir as velhas estradas de seringa para apostar num processo novo de produção de látex, que agrega mais valor ao quilo da borracha e promete melhorar a qualidade de vida dos seringueiros: a Folha Defumada Líquida (FDL), borracha que está sendo usada no processo de fabricação de sapatos orgânicos por uma empresa francesa, a Veja.

“Passei um tempo vivendo da moto-serra porque o seringueiro ganhava muito pouco. Nunca sobrava para comprar um motor, um sapato. A FDL exige esforço, porque a gente investe muito tempo nesse processo e não pode abandonar os roçados. Eu já não tenho 20 anos e sinto dificuldades em dar conta de tudo sozinho. Mas a minha vida é cortar seringa, é o que eu gosto de fazer”, revelou.

Pajoca é um entre as dezenas de seringueiros da Reserva Extrativista Chico Mendes, em Assis Brasil, que assinaram contrato com a Veja – empresa de calçados – para entregar ao todo 10 mil quilos de látex transformado em FDL. A borracha é utilizada nos solados de tênis e botas fabricados exclusivamente com matéria-prima orgânica. O algodão empregado nos calçados é importado de produtores do Pará e os sapatos são vendidos em sete países da Europa a preços que variam entre R$ 150 e R$ 250.

“Uma grande vantagem é que a borracha não é como o arroz e a macaxeira, por exemplo, que a gente precisa ir atrás de quem compre a produção. O seringueiro consegue vender tudo o que ele produzir. É só ter a borracha na mão que a gente vende”, disse Pajoca.

Seringueiros apostam na Folha Defumada Líquida

De Araújo, presidente da Amopreab, apresenta um dos sapatos da Veja. O presidente da Associação de Moradores e Produtores da Reserva Extrativista de Assis Brasil (Amopreab), José Rodrigues de Araújo, revela que o contrato com a Veja será renovado em 2009 e o preço pago pelo quilo da FDL será de R$ 7,25. Hoje o valor do quilo é R$ 5,00. “A intenção inicial da empresa era de contratar 20 toneladas de borracha, mas fechamos apenas em 10 mil quilos para não dar um passo maior que as pernas. Agora que os seringueiros estão vendo que este contrato é uma realidade mais pessoas estão se empenhando no processo e devemos aumentar a produção no próximo ano. O Governo do Estado investiu R$ 1 milhão nesse processo e estamos confiantes que vai dar certo”, disse.

De Araújo, como é conhecido o presidente da associação, reclama que falta melhorar as condições de transporte da borracha, os ramais que cortam a reserva e contratar uma pessoa encarregada de coordenar o trabalho. Apesar das dificuldades, ele não esconde as expectativas: “Se dependesse da minha vontade toda a população de Assis Brasil ia viver da FDL. Este processo foi a melhor coisa que aconteceu para o seringueiro, a borracha sai pronta para ser processada pela indústria, sem impurezas, e o seringueiro recebe um valor bem melhor pelo que produz”, ressaltou.

Os seringueiros tiveram contato com o processo de coagulação da borracha chamado de FDL através de pesquisadores da Universidade de Brasília (UNB), que entraram em contato com a Amopreab e a prefeitura de Assis Brasil demonstrando interesse em desenvolver o projeto no Acre. Os seringueiros compraram a idéia e receberam todo o material necessário para trabalhar com o processo. Em parceria com a Seaprof, os interessados participaram de um curso para aprender as novas técnicas de processamento do látex.

A primeira venda foi intermediada pelos pesquisadores da UNB. “Mas esse não é o papel deles. Depois tivemos contato com uma empresária do Rio de Janeiro, a Bia Saldanha, que acabou intermediando o contrato com a Veja, a empresa de calçados da França”, explicou De Araújo.

Governo investe R$ 1,2 milhão na cadeia produtiva da borracha

A borracha foi definida como uma das prioridades da cadeia produtiva do Alto Acre, na regional de Assis Brasil, ao lado da castanha e a da fruticultura. Em todo o Estado serão investidos R$ 1,2 milhões com recursos do Programa de Apoio às Populações Tradicionais e Pequenos Produtores, o Pró-Florestania.

O objetivo do programa é apoiar populações tradicionais e agricultores familiares visando melhoria na qualidade de vida com o uso sustentável dos recursos naturais.

Na área temática de Fomento da Cadeia Produtiva foram apresentados e aprovados 11 projetos relacionados à borracha. O objetivo é a produção e comercialização de borracha na forma de folha defumada liquida nos municípios de Feijó, Marechal Thaumaturgo, Rio Branco, Manoel Urbano, Assis Brasil e Tarauacá. Serão beneficiadas 194 famílias e os recursos serão gastos com material de uso para recolhimento e armazenamento do látex, capacitações para produção de FDL e gestão de negócios.

“Borracha será o produto mais caro da Amazônia”, diz Cosson

Cosson acredita no potencial da borracha na Amazônia. A borracha é um dos produtos manejados que não causa nenhum dano ambiental. Além disso, outra grande vantagem, destaca o secretário de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar, Nilton Cosson, é que nunca faltará mercado para a borracha, pois ela é empregada em inúmeros processos industriais. “Em 20 anos a borracha será o produto mais caro da Amazônia. As estimativas indicam que em no final de 2009 o preço do quilo poderá ser comercializado por R$ 12. Isso vai trazer de volta para a floresta os seringueiros que deixaram de acreditar no potencial do látex e tornar o desmatamento inviável”, comentou.

FDL aumentou o preço pago pela borracha

O látex extraído das seringueiras pode ser transformado em CVP (Cernambi Virgem Prensado), nas folhas defumadas líquidas (FDL) ou utilizado na fábrica de camisinhas. A FDL agregou valor à borracha por não conter impurezas e sair da floresta pronta para ser processada nas indústrias. O seringueiro Raimundo Nonato Lopes dos Santos, 22, nasceu na Reserva Chico Mendes e hoje é um dos grandes produtores de látex. No contrato com a Veja, se comprometeu a entregar meia tonelada de borracha e acredita que vai ultrapassar essa cota até janeiro, quando encerra o contrato.

“Há quatro anos a gente vendia o CVP para um atravessador que pagava R$ 1 por quilo. Hoje nós recebemos R$ 5,00 pela mesma quantidade de borracha e nosso contrato é direto com a empresa. Além da FDL ser melhor de trabalhar a renda é bem maior e no próximo ano este preço vai aumentar para R$ 7,25″, comentou.

Pajoca analisa a melhoria da qualidade de vida que já se desenha na vida do seringueiro: “Antes a cada do seringueiro era uma tristeza, fazia pena. Hoje a água chega na pia, tenho uma peladeira de arroz, roçadeira para o capim, promessa de energia elétrica, coisa que espero com muita fé. O preço da borracha melhorou muito, as coisas estão melhorando. Hoje podemos nos considerar quase ricos em vista da situação que vivíamos antes”.

Conheça o processo da FDL

No processo de fabricação da FDL o látex é colhido de forma tradicional. Cada litro de leite é coagulado com dois litros de água e uma medida de ácido Pirolenhoso (APL), proveniente da queima da madeira. Na produção de carvão, o APL é encontrado fartamente e costuma ser descartado pelas indústrias na forma líquida. O látex coagulado descansa em bandejas de plástico por 24 horas, quando atinge o ponto ideal para ser passado pela calandra, um instrumento que ajuda a deixar as folhas de látex na espessura desejada. Depois desta etapa, o passo seguinte é a secagem das folhas. Os estudos da UnB demonstraram que a borracha resultante do uso dessa técnica é mais flexível e mais resistente que a sintética ou a obtida com a defumação tradicional.

Fonte: Agencia de Notícias do Acre; Texto de Tatiana Campos.

Postado em 07/01/2009