Agricultores que cultivam seringueira em São Paulo estão comemorando os bons resultados da safra. A produção do látex está maior e os preços são compensadores.
As copas das seringueiras cheias e encorpadas significam uma safra de boa produção, que ganhou a ajuda muito importante do clima. A agricultora Naiara Ferreira administra a propriedade de 30 hectares em Bálsamo, na região noroeste de São Paulo. Na safra passada, foram extraídas 120 toneladas de látex. Agora, a expectativa é de uma produção ainda maior.
“Vamos ter um aumento de aproximadamente 10% em relação ao ano passado”, calculou Naiara.
O ouro dos produtores pinga dentro de canecas. Elas ficam cheias de látex. Além disso, o preço está bem competitivo. O valor médio do quilo é de R$ 2,50. No mesmo período do ano passado o produto era vendido por R$ 1,80.
O agricultor Antonio Carlos de Souza arrendou uma propriedade de cem hectares para plantar seringueiras. Ele está satisfeito com o investimento. “Com a entrada de produção de novas árvores em sangria que a gente está na propriedade, a gente espera um aumento de 30% na produção”, avaliou.
Mais lucro para ele significa geração de empregos e mais renda para o trabalhador rural José Féliz da Cruz, que tira o sustento da família no seringal. Dá para tirar uns dois mil. Até quem não sabe, está querendo trabalhar no seringal”, contou.
A mulher dele, a trabalhadora rural Lúcia Helena da Cruz, também é parceira na sangria do látex. “A gente espera que o tempo permaneça firme da maneira que está para que a gente possa trabalhar e continuar ganhando”, disse.
São Paulo é o principal estado produtor de borracha do país, com 58% da safra nacional.
Fonte: Globo Rural (http://globoruraltv.globo.com)
